
A reabertura do Estreito de Ormuz mexeu imediatamente com o mercado e pressionou as ações ligadas ao petróleo nesta sexta-feira (17). Com o alívio geopolítico e a queda da commodity, os papéis do setor passaram a registrar perdas superiores a 5%.
Pressão sobre as petroleiras
Entre os destaques negativos do Ibovespa, a Prio (PRIO3) recuava 7,05%, a R$ 59,72. Na sequência, a Petrobras (PETR4) caía 6,01%, a R$ 45,66. Também operavam no vermelho Brava Energia (BRAV3), com baixa de 5,90%, a R$ 19,63, Braskem (BRKM5), que cedia 3,95%, a R$ 9,00, e PetroRecôncavo (RECV3), com queda de 2,65%, a R$ 13,22.
Reabertura de Ormuz muda o cenário
A virada no mercado veio após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz, permitindo a circulação livre de embarcações durante o cessar-fogo com os Estados Unidos, que segue até a quarta-feira (22). A decisão é vista como um passo relevante em direção a um possível acordo e atende a uma das principais exigências americanas nas negociações.
Com a expectativa de normalização do fluxo, o petróleo também perdeu força. Por volta das 10h, o Brent caía 6,39%, a US$ 93,04 por barril, na ICE, enquanto o WTI recuava 7,38%, a US$ 87,36. A queda da commodity pressionou diretamente as ações das petroleiras, que haviam sido favorecidas no movimento oposto dias antes.
Fonte: Investidor 10