
Na manhã de sexta-feira (17), o Ibovespa (IBOV) voltou a operar em terreno positivo, segundo os dados da bolsa de valores. O principal índice da B3 avançava quase 0,8% no pregão e retornava ao patamar de 198,5 mil pontos.
Com esse desempenho, o índice acumula valorização de 23% no ano, de acordo com a B3. Nos últimos 12 meses, o ganho chega a 53%.
O clima mais favorável ao mercado acionário é impulsionado pelo avanço das negociações para o fim da guerra no Oriente Médio. O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante do petróleo global, está completamente aberto para a passagem de navios comerciais. Além disso, os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo nos ataques de Israel contra o Líbano.
A queda do petróleo é uma das principais consequências desse cenário. Os barris recuam mais de 10% no dia, e o Brent chega a uma das mínimas das últimas semanas, cotado a US$ 88.
Com isso, as petrolíferas lideram as perdas na bolsa brasileira. A Prio (PRIO3) tinha a maior baixa, com recuo de 6,5% e cotação de R$ 59,75. Na sequência, a Petrobras (PETR4) caía 5,2%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) perdia 4,3%.
Do outro lado, entre as maiores altas do dia, a liderança ficava com a Vamos (VAMO3), que subia 6% e era negociada a R$ 4,40. O grupo de maiores valorizações também incluía Localiza (RENT4) e C&A (CEAB3), ambas com alta média de 4,5%.
Bolsas estrangeiras também reagem
No mercado de câmbio, o dólar também recuava frente ao real. Por volta das 11h, a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,96, com queda de 0,5% ante a véspera.
O euro seguia o mesmo movimento e voltava ao patamar de R$ 5,82, em baixa de 0,2%, conforme dados do Banco Central. Já o Bitcoin (BTC) avançava 2,5% e superava os R$ 381 mil.
As bolsas estrangeiras também reagiam ao alívio no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, o Nasdaq subia 1,1%, a NYSE avançava 0,85% e o S&P 500 ganhava 0,77%.
Na Europa, a bolsa de Londres tinha alta de 0,4%, enquanto o CAC 40, em Paris, subia 2% e o DAX, na Alemanha, avançava 2,2%.
Fonte: Investidor 10