Votorantim registra lucro recorde de R$ 4,8 bilhões em 2025 com crescimento de quase 600%

A companhia destacou que o grupo encerrou 2025 com liquidez e flexibilidade significativas e segue avaliando oportunidades de crescimento.

O conglomerado Votorantim apresentou resultados financeiros excepcionais para o exercício de 2025, registrando um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões. Este desempenho representa um crescimento impressionante de quase seis vezes em comparação com os números de 2024, marcando um dos melhores anos da história do grupo empresarial.

A companhia alcançou simultaneamente o maior nível de caixa de sua trajetória corporativa, totalizando aproximadamente R$ 15 bilhões em disponibilidades financeiras. A alavancagem financeira do grupo se manteve conservadora, encerrando o período com índice de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de apenas uma vez.

Fatores que impulsionaram o desempenho



Segundo análise da própria empresa, os resultados expressivos foram impulsionados principalmente pelo robusto desempenho operacional de seu portfólio diversificado. A Votorantim destacou a dinâmica positiva tanto em preços quanto em volumes na divisão de cimentos, além da evolução similar na Nexa, refletindo o ambiente mais favorável para os preços dos metais no mercado internacional.

João Schmidt, presidente-executivo do grupo, enfatizou a posição financeira sólida da companhia: "Encerramos o ano com liquidez e flexibilidade financeiras significativas e seguimos avaliando oportunidades de crescimento com disciplina financeira e foco no longo prazo".

Movimentos estratégicos do ano



O ano de 2025 foi marcado por importantes movimentos corporativos da Votorantim. O grupo ampliou sua participação acionária na farmacêutica Hypera (HYPE3), reforçando sua presença no setor de saúde. Paralelamente, concluiu a venda integral de sua fatia na CBA (CBAV3) por R$ 4,7 bilhões para o consórcio formado pela chinesa Chinalco e a australiana Rio Tinto.

Atualmente, o conglomerado demonstra interesse nos ativos de cimento que a CSN (CSNA3) colocou à venda, movimento que poderia consolidar ainda mais sua posição de liderança no segmento de construção civil brasileiro.

Fonte: Investidor 10
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