
A Petrobras (PETR4) ampliou sua atuação no continente africano ao avançar para mais um bloco exploratório de petróleo na costa de São Tomé e Príncipe.
A estatal anunciou nesta sexta-feira (17) a compra de 75% do bloco 3 do país, participação que lhe assegura a operação do ativo.
O acordo foi fechado com a Oranto Petroleum, empresa nigeriana que tinha 90% do bloco e passou a deter 15% após a negociação. Os 10% restantes seguem com a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe.
A Petrobras não divulgou o valor da transação, mas informou que a aquisição seguiu os trâmites internos de governança da companhia e está alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030.
"A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria", afirmou.
A conclusão do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias de São Tomé e Príncipe.
7º bloco na África
A movimentação faz parte da estratégia da Petrobras de buscar novas fronteiras de exploração para sustentar o crescimento da produção de petróleo, diante da previsão de declínio no pré-sal a partir de 2030.A principal aposta nesse sentido é a Margem Equatorial, que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e inclui a Foz do Amazonas.
Nos últimos meses, a companhia também registrou novas descobertas no pré-sal e no pós-sal da Bacia de Campos e tenta abrir uma nova fronteira de exploração no Nordeste do Brasil.
Além disso, a Petrobras decidiu retomar a exploração na costa oeste africana em 2024, por considerar que a região tem condições geológicas semelhantes às do pré-sal.
Com isso, a estatal já fechou a compra de participações em outros seis blocos exploratórios africanos nos últimos dois anos: quatro em São Tomé e Príncipe, um na África do Sul e um na Namíbia. A companhia também declarou interesse em nove blocos exploratórios da Costa do Marfim em meados de 2025.
Fonte: Investidor 10