Petrobras demite diretor após críticas de Lula a leilão de gás e anuncia mudanças no Conselho de Administração

Estatal ainda confirmou indicação de um novo presidente para seu Conselho de Administração.

A Petrobras anunciou nesta semana mudanças significativas em sua estrutura de comando, com a demissão do diretor responsável pela área de comercialização de combustíveis, Claudio Romeo Schlosser. A decisão ocorre após fortes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao último leilão de gás de cozinha realizado pela empresa estatal.

O presidente da República classificou o certame como realizado com "cretinice" e "bandidagem", argumentando que a operação desrespeitou orientações governamentais para conter aumentos nos preços do gás de cozinha. Lula chegou a anunciar a intenção de anular o processo licitatório, demonstrando a tensão entre o governo e a gestão da petrolífera.

Reestruturação da diretoria executiva


Com a saída de Claudio Romeo Schlosser da diretoria executiva de Logística, Comercialização e Mercados, a Petrobras promoveu Angélica Laureano para assumir o cargo. Laureano anteriormente comandava a diretoria executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, área que passa temporariamente para a responsabilidade de William França, diretor executivo de Processos Industriais e Produtos.

As mudanças ocorrem em um contexto de reforma ministerial do governo federal, que tem olhos voltados para as eleições de 2026. A reestruturação na estatal reflete a busca por alinhamento entre as políticas da empresa e as diretrizes estabelecidas pelo Palácio do Planalto.

Mudanças no Conselho de Administração


Paralelamente às alterações na diretoria executiva, a Petrobras também confirmou trocas em seu Conselho de Administração. Com a saída de Bruno Moretti, que assumiu o cargo de ministro do Planejamento e Orçamento, a presidência do conselho ficou temporariamente com Marcelo Weick Pogliese.

O governo federal já indicou Guilherme Santos Mello, atual Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para assumir a presidência permanente do Conselho de Administração da estatal. A indicação será submetida a análise de requisitos legais, de gestão e integridade antes de ser confirmada na Assembleia Geral Ordinária de acionistas, marcada para 16 de abril.

Vale destacar que Guilherme Mello já havia sido recomendado anteriormente pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para uma diretoria no Banco Central. Na ocasião, a indicação gerou desconfiança no mercado financeiro devido ao perfil considerado mais heterodoxo do economista, e acabou não sendo oficializada pela Presidência da República.

Fonte: Investidor 10
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