
A mais recente sondagem eleitoral realizada pelo instituto Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, revela um cenário político em transformação para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (15), aponta para uma disputa cada vez mais acirrada tanto no primeiro quanto no segundo turno, com mudanças significativas no posicionamento dos principais pré-candidatos.
Primeiro turno: Lula mantém liderança com margem reduzida
No cenário de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na dianteira com 37% das intenções de voto, mas enfrenta pressão crescente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que alcança 32% das preferências. A diferença de cinco pontos percentuais mantém a disputa dentro de um patamar competitivo, indicando uma polarização que se intensifica conforme as eleições se aproximam.
Outros nomes aparecem com percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) registra 6%, enquanto Romeu Zema (Novo) alcança 3%, ambos em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Augusto Cury e Renan Santos aparecem com 2% cada, Cabo Daciolo e Samara Martins com 1% cada, e Aldo Rebelo não pontuou. O índice de indecisos se mantém em 5%, enquanto 11% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou ausência.
Segundo turno: virada histórica de Flávio Bolsonaro
O dado mais impactante da pesquisa revela que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece pela primeira vez com vantagem numérica na série histórica do instituto Quaest. Flávio alcança 42% das intenções de voto contra 40% do presidente, configurando um empate técnico mas com sinalização de mudança na correlação de forças.
A evolução mensal mostra uma aproximação progressiva entre os dois candidatos. Em dezembro, Lula mantinha vantagem de dez pontos percentuais; em janeiro, a diferença caiu para sete pontos; em fevereiro, para cinco pontos; em março, chegou ao empate técnico de 41% a 41%; e agora, em abril, Flávio assume pela primeira vez a dianteira com dois pontos de vantagem. Neste cenário, os indecisos representam apenas 2%, enquanto 16% indicam voto branco, nulo ou abstenção.
Nos demais cenários de segundo turno testados pela pesquisa, Lula mantém vantagem sobre os outros pré-candidatos, com a maior diferença registrada contra Augusto Cury, que participa pela primeira vez do levantamento.
Avaliação do governo: desaprovação mantém tendência de alta
A pesquisa também capturou oscilações na avaliação do governo federal. A taxa de desaprovação atinge 52%, enquanto a aprovação se mantém em 43%, com 5% dos entrevistados que não souberam ou não responderam. Este movimento confirma a tendência de crescimento da rejeição observada desde outubro de 2025.
A análise por segmentos revela nuances importantes: entre as mulheres, 49% desaprovam e 45% aprovam a gestão. Na faixa etária de 16 a 34 anos, a desaprovação alcança 56%, contra 40% de aprovação. Regionalmente, o Nordeste segue como principal base de apoio, com 63% de aprovação, enquanto Sudeste (58%), Sul (62%) e Centro-Oeste/Norte (58%) concentram maior desaprovação.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: Investidor 10