Influenciador Renato Cariani perde R$ 250 mil com ações da Raízen em recuperação judicial

Em recuperação judicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.

O influenciador digital e empresário Renato Cariani revelou em suas redes sociais um prejuízo significativo em sua carteira de investimentos. Em vídeo publicado recentemente, o conhecido nome do mundo fitness compartilhou que suas aplicações em ações da Raízen (RAIZ4) resultaram em uma perda superior a R$ 250 mil após a crise enfrentada pela distribuidora de combustíveis.

"Tenho investimentos em diversas áreas, incluindo ações da Raízen", afirmou Cariani. "A empresa entrou em recuperação judicial após registrar prejuízos expressivos, e os R$ 350 mil que eu mantinha em ações se transformaram em apenas R$ 97 mil praticamente da noite para o dia", detalhou o influenciador que possui milhões de seguidores nas plataformas digitais.

Desvalorização acentuada dos papéis


A declaração do investidor encontra respaldo nos dados de mercado da companhia que controla marcas como Shell no Brasil. Apenas em 2024, as ações da Raízen registraram desvalorização de 28%, conforme informações da B3. Em um horizonte temporal mais amplo de 12 meses, essa queda se intensifica para 67%, evidenciando a severidade da crise enfrentada pela empresa.

A Raízen realizou sua abertura de capital em 2021, estabelecendo o preço inicial das ações em R$ 7,10 - patamar que nunca mais foi alcançado desde então. Embora Cariani não tenha especificado o momento exato de seu investimento, o histórico de desempenho da empresa justifica as perdas mencionadas.

Estratégia de manutenção das posições


Apesar do expressivo prejuízo acumulado com as ações da companhia, o influenciador anunciou sua intenção de manter os papéis em carteira na expectativa de recuperação futura. "Ainda mantenho as ações e agora vou permanecer com elas", declarou Cariani, demonstrando uma postura de longo prazo diante das adversidades do mercado.

Impacto na renda fixa


A situação preocupante da Raízen não se limita ao mercado acionário. Investidores que optaram por títulos de renda fixa emitidos pela companhia também enfrentam momentos difíceis. Os papéis negociados no mercado secundário apresentam valores significativamente inferiores aos originais, refletindo a desconfianção dos investidores quanto à capacidade da empresa em honrar seus compromissos financeiros.

Diferentemente de instrumentos como CDBs, LCIs e LCAs, as debêntures não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), deixando os aplicadores desamparados em caso de inadimplência. Estudos baseados em dados da Anbima indicam que investimentos em debêntures, CRIs e CRAs vinculados a empresas em recuperação judicial podem resultar em perdas de até 60%.

Além da Raízen, outras empresas como Grupo Pão de Açúcar, Braskem e Oncoclínicas também preocupam o mercado financeiro com suas situações jurídico-financeiras, destacando a importância de análise criteriosa antes de investimentos corporativos.

Fonte: Investidor 10
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