
A Fictor Alimentos (FICT3) foi formalmente notificada pela B3 nesta sexta-feira (3) por manter suas ações negociadas abaixo do patamar de R$ 1,00, condição que caracteriza o papel como penny stock. A empresa recebeu um prazo até 18 de setembro de 2026 para regularizar sua situação no mercado.
De acordo com o comunicado oficial, a companhia está em desacordo com as regras da bolsa desde 2 de fevereiro. No fechamento mais recente, os papéis da Fictor Alimentos eram cotados a R$ 0,43, registrando uma valorização de 4,88% na sessão.
O que significa ser penny stock e as implicações regulatórias
A classificação de penny stock é aplicada quando uma ação negocia abaixo de R$ 1,00 por papel. A B3 monitora rigorosamente essa condição devido aos riscos associados a títulos com preços muito baixos, que incluem menor liquidez, spreads mais elevados e maior suscetibilidade a manipulações de mercado.
A bolsa brasileira estabelece que empresas nessa situação devem implementar medidas corretivas dentro de prazos determinados para proteger os investidores e manter a integridade do mercado.
Estratégia da Fictor Alimentos para regularização
Para resolver o problema, a Fictor Alimentos anunciou planos de propor um grupamento de ações. A medida ainda precisa ser analisada pelo conselho de administração da empresa e posteriormente submetida à aprovação em assembleia geral de acionistas.
O grupamento de ações consiste em uma operação que reduz o número total de papéis em circulação, elevando proporcionalmente o preço unitário de cada ação. Por exemplo, em um grupamento na proporção de 10 para 1, um investidor que possuía dez ações a R$ 0,43 passaria a ter uma única ação cotada a R$ 4,30, mantendo inalterado o valor total do investimento.
Fonte: Investidor 10