Crise diplomática: Trump intensifica ataques ao Papa Leão XIV e gera tensão entre EUA e Vaticano

Presidente dos EUA intensifica críticas após discurso do Vaticano sobre guerra.

A relação entre os Estados Unidos e o Vaticano enfrenta um dos momentos mais tensos da história recente após uma série de ataques públicos do presidente Donald Trump contra o Papa Leão XIV. O conflito diplomático ganhou novos contornos nesta quarta-feira (15), quando o chefe da Casa Branca voltou a criticar o líder religioso em suas redes sociais.

Em publicação no Truth Social, Trump pediu que seus seguidores lembrassem ao pontífice sobre a atuação do Irã em protestos recentes no país persa. "Alguém, por favor, diga ao papa Leão que o Irã matou pelo menos 42 mil manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses", escreveu o presidente norte-americano.

Origens do conflito diplomático


A crise teve início após um sermão do Vaticano em que Leão XIV pediu cessar-fogo no Líbano, destacando a "obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra". A resposta de Trump foi imediata e contundente, classificando o líder religioso como "fraco" e afirmando que não desejava um Papa que o criticasse publicamente.

O presidente norte-americano ainda questionou a legitimidade do pontificado de Leão XIV, sugerindo que sua indicação para o Conclave de 2025 teria sido influenciada por interesses políticos. "Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano", afirmou Trump.

Publicações polêmicas nas redes sociais


A escalada do conflito incluiu publicações ainda mais controversas do presidente norte-americano. Trump compartilhou uma imagem criada por inteligência artificial que o retratava como uma figura religiosa, vestindo uma túnica vermelha e abençoando um homem doente - representação que muitos interpretaram como referência a Jesus.

Minutos depois de apagar a primeira publicação, o presidente compartilhou outra imagem mostrando-se abraçado com Jesus, acompanhada da legenda: "Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar, mas eu acho bem bonitinho!".

Reação internacional e crítica da Itália


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, foi uma das primeiras autoridades internacionais a condenar publicamente as declarações de Trump. Apesar de já ter classificado o presidente norte-americano como "grande líder" em ocasiões anteriores, Meloni destacou que suas afirmações sobre o Papa são inaceitáveis.

"Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre. O papa é o líder da Igreja Católica, e é correto e natural que ele peça paz e condene todas as formas de guerra", afirmou a premiê italiana em comunicado oficial.

A resposta de Trump não tardou: "Giorgia Meloni não quer nos ajudar na guerra, estou chocado. Achei que ela tinha coragem, mas me enganei", disparou o presidente norte-americano, ampliando ainda mais as tensões diplomáticas.

Fonte: Investidor 10
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