Copel (CPLE3) aprova distribuição de R$ 706 milhões em JCP e analistas projetam mais dividendos com reajuste tarifário

Santander e BTG reiteraram a visão positiva em relação ao ativo em relatórios recentes.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou nesta quarta-feira a aprovação de R$ 706 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), correspondendo a R$ 0,2377 por ação na modalidade bruta. O provento será distribuído com base nas reservas de retenção de lucros da empresa, marcando mais uma etapa na política de remuneração aos acionistas.

Para ter direito ao benefício, os investidores precisam estar na posição das ações da Copel até 29 de abril. A partir de 30 de abril, os papéis serão negociados na condição ex-juros, com o pagamento programado para 30 de setembro. Importante destacar que os valores estão sujeitos à retenção de 17,5% de Imposto de Renda, resultando em montante líquido menor para acionistas sem isenções tributárias.

Perspectivas otimistas de analistas



A Copel mantém reconhecimento no mercado acionário brasileiro pela consistência nos pagamentos de dividendos, mas analistas de instituições financeiras projetam cenário ainda mais favorável para os próximos períodos. O Santander destacou em relatório recente que a tarifa de energia elétrica cobrada pela empresa está prestes a receber reajuste significativo, o que pode ampliar substancialmente sua capacidade de distribuição de lucros.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs aumento médio de 19,20% a partir de junho, valor que superou as próprias projeções da companhia. Embora a decisão final dependa de consulta pública, o banco reforçou visão positiva sobre o ativo, ressaltando que este reajuste tarifário constitui fator fundamental para sustentar crescimento expressivo do Ebitda entre 2025 e 2027.

Migração para Novo Mercado e expansão de capacidade



O BTG Pactual também reiterou recomendação de compra para as ações da Copel, elevando preço-alvo de R$ 14,40 para R$ 18,10 em análise divulgada no final de março. O banco destacou que a migração para o Novo Mercado da B3 proporcionou ganhos de liquidez aos papéis, enquanto a vitória em leilão de reserva de capacidade em março ampliará a capacidade produtiva da empresa.

Segundo análise do BTG, os investimentos planejados apresentam retorno atrativo sobre o capital sem comprometer a política de dividendos. A projeção dos analistas indica distribuição de R$ 17,9 bilhões em proventos entre 2026 e 2030, reforçando o perfil da ação como investimento de baixo risco com remuneração consistente.

Fonte: Investidor 10
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