
O ex-deputado federal Cabo Daciolo confirmou neste sábado (4) sua intenção de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026, representando o partido Mobiliza, sucessor do antigo PMN (Partido da Mobilização Nacional). A decisão marca uma mudança de rumo em sua trajetória política, já que no final de março o ex-parlamentar havia demonstrado interesse em disputar uma vaga no Senado Federal.
O anúncio foi realizado através das redes sociais, com mensagens que mesclam conteúdo político e referências religiosas. Sem apresentar propostas específicas ou detalhes programáticos, Daciolo afirmou que não está "à venda para o sistema" e pediu o apoio dos eleitores brasileiros. "Não tenho ouro nem prata", declarou, enfatizando a necessidade de orações para sustentar sua caminhada rumo ao Palácio do Planalto.
Formalização partidária e histórico eleitoral
A pré-candidatura presidencial foi formalizada apenas um dia após sua filiação ao Mobiliza, partido que oficializou sua adesão na sexta-feira (3). Ao anunciar a entrada na legenda, Daciolo publicou sua ficha de filiação com a inscrição "Cabo Daciolo 2026" acompanhada de citações bíblicas, reforçando o caráter religioso que marca sua atuação política.
Daciolo possui experiência prévia em disputas presidenciais, tendo concorrido ao cargo em 2018. Naquela eleição, obteve 1.348.229 votos, equivalente a aproximadamente 1,2% dos votos válidos, posicionando-se em sexto lugar na corrida eleitoral. Seu desempenho superou candidatos como Marina Silva, Henrique Meirelles e Alvaro Dias, demonstrando capacidade de mobilização de um nicho eleitoral específico.
Trajetória política marcada por mudanças
A campanha presidencial de 2018 foi caracterizada pela escassez de recursos financeiros, com gastos declarados de apenas R$ 808. A estratégia eleitoral priorizou transmissões ao vivo nas redes sociais como principal canal de comunicação, com apenas um ato presencial realizado durante todo o processo.
Antes de ingressar na vida política, Daciolo ganhou projeção nacional em 2011 ao liderar a greve do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Eleito deputado federal pelo PSOL em 2014, desde então percorreu um caminho partidário diversificado, passando por Avante, Patriota, Podemos, PL e PDT antes de se filiar ao Mobiliza.
Nos últimos anos, o ex-parlamentar alternou tentativas de candidatura para diferentes cargos eletivos. Em 2022, chegou a anunciar pré-candidatura à Presidência, mas desistiu e declarou apoio a outro concorrente. Também tentou viabilizar candidaturas ao governo do Rio de Janeiro e ao Senado Federal, sem concretizar nenhuma dessas pretensões até o momento.
Fonte: Investidor 10