
O BTG Pactual (BPAC11) consolidou sua posição no setor de infraestrutura digital ao adquirir a participação remanescente da Oi (OIBR3) na V.tal, empresa que opera a maior rede de fibra ótica do Brasil. A transação, avaliada em R$ 4,5 bilhões, representa apenas um terço do valor inicialmente esperado pela operadora em recuperação judicial.
A Oi buscava levantar pelo menos R$ 12,3 bilhões com a venda de sua fatia de 27,26% na V.tal para honrar compromissos com credores e avançar em seu processo de reestruturação financeira. No entanto, após meses de tentativas sem sucesso, a empresa teve que aceitar a única proposta apresentada no leilão realizado em março.
Processo de negociação e resistência inicial
Durante o leilão, apenas o BTG Pactual manifestou interesse pela participação da Oi na V.tal, oferecendo R$ 4,5 bilhões pelo ativo. O valor significativamente abaixo do mínimo estabelecido no edital gerou resistência por parte dos credores da Oi e do Ministério Público do Rio de Janeiro, que inicialmente rejeitaram a proposta.
Apesar da oposição inicial, o administrador judicial, o observador e o gestor judicial da Oi, juntamente com o comitê de credores trabalhistas, acabaram aceitando o acordo. A decisão final coube ao Poder Judiciário, que analisou os méritos da transação.
Decisão judicial e condições impostas
A Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda na quarta-feira (1º), considerando o valor oferecido pelo BTG como justo diante das circunstâncias de mercado. O tribunal destacou que a proposta do banco era vinculante, com cláusula prevendo multa de 50% do valor oferecido em caso de desistência.
Com a aquisição, o BTG Pactual, que já era acionista majoritário da V.tal, assume o controle integral da empresa de infraestrutura digital. A operação, no entanto, foi condicionada a uma restrição importante: o banco não poderá realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) da V.tal nos próximos 24 meses, sob pena de pagamento de multa à Oi.
Em comunicado ao mercado, a Oi confirmou que seguirá com a venda do ativo, enquanto a V.tal ressaltou que a conclusão da operação depende da negociação e celebração dos documentos definitivos. O BTG Pactual ainda não se manifestou oficialmente sobre a aquisição.
Fonte: Investidor 10