
A Vale (VALE3) informou que produziu 69,7 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026 (1T26), o que representa alta de 3% na comparação. No mesmo período, as vendas da commodity somaram 68,7 milhões de toneladas, maior volume desde o início de 2018.
O avanço na produção foi impulsionado pelos recordes nas minas S11D e Brucutu, além do início produtivo dos projetos Capanema e VGR1. Já a produção de pelotas de minério de ferro alcançou 8,2 milhões de toneladas no trimestre, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo o melhor desempenho das plantas de pelotização de Tubarão.
Nas vendas de minério, a companhia utilizou 5,5 milhões de toneladas de estoque no 1T26, movimento relacionado à venda de estoques em trânsito, em função do aumento da produção no segundo semestre de 2025.
O prêmio do minério de ferro negociado pela mineradora ficou em US$ 6,20 por tonelada, ajustado pelo índice de preço 61% Fe. Segundo a empresa, isso representou aumento de US$ 2,60 por tonelada vendida ante o prêmio observado no fim de 2025.
"Trata-se da estratégia de portfólio de produtos, mix de produtos mais flexível e maiores prêmios de mercado para produtos de baixo teor de alumina. Como resultado, o preço médio realizado de finos de minério de ferro atingiu US$ 95,80 por tonelada, aumento de US$ 0,40 por tonelada ante o final de 2025", destacou o relatório publicado pela Vale nesta quinta-feira (16).
VALE3 também registra avanços em cobre e níquel
Embora o minério de ferro siga como principal produto da companhia, a Vale também reportou recordes importantes em suas divisões de cobre e níquel no início de 2026.
A produção de cobre totalizou 102,3 mil toneladas, alta de 13% na comparação anual, impulsionada pelo recorde nas minas de Salobo e Sossego, além do bom desempenho das minas polimetálicas de Voisey’s Bay. Foi o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2017.
No níquel, a produção somou 49,3 mil toneladas no 1T26, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, com apoio da operação do segundo forno de Onça Puma durante todo o trimestre. O resultado foi o melhor desde 2020.
Nas vendas, a empresa negociou 91,2 mil toneladas de cobre pagável no trimestre, aumento de 9,3 mil toneladas na base anual, acompanhando o recorde produtivo. O preço médio realizado ficou em US$ 13.143 por tonelada, cerca de US$ 2.140 por tonelada acima do nível registrado no fim de 2025.
As vendas de níquel somaram 44,8 mil toneladas no 1T26, avanço de 5,9 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano passado. O volume ficou abaixo da produção porque a companhia formou estoques para atender vendas já comprometidas durante as manutenções planejadas das refinarias no segundo trimestre. O preço médio foi de US$ 17.015 por tonelada, alta de US$ 2 mil por tonelada.
Fonte: Investidor 10