BRB aciona STF para garantir reserva de ativos de Vorcaro e cunhado em caso Master

O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.

O Banco de Brasília (BRB), identificado pela ação BSLI4 na bolsa de valores, formalizou nesta quinta-feira (2) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a reserva de ativos que possam ser utilizados para cobrir os prejuízos decorrentes das fraudes envolvendo operações com o Banco Master.

Em comunicado oficial ao mercado financeiro, a instituição pública solicitou que eventuais acordos de delação premiada em negociação com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República considerem prioritariamente o ressarcimento das partes lesadas pelo esquema fraudulento.

Medida judicial busca proteção de recursos



A ação judicial tem como objetivo específico a eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto das investigações em curso. A medida abrange também eventuais acordos de colaboração premiada que possam ser firmados com os investigados.

"A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada", destacou o banco em nota oficial.

Negociações de delação premiada em andamento



O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e seu cunhado Fabiano Zettel, atualmente presos, estão em processo de negociação de acordo de delação premiada com as autoridades investigativas. As fraudes são apuradas no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

O caso envolve transações financeiras complexas e esquemas fraudulentos que resultaram em significativos prejuízos para o banco público, levando a instituição a buscar medidas judiciais para garantir a recuperação de recursos.

Fonte: Investidor 10
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