Tesouro Renda+ 2065 registra queda de 9,71% em março de 2026 com volatilidade global

Renda fixa do governo atrelada à Selic e com liquidez diária pagou acima de 1% ao mês.

Investidores que planejam novos aportes no Tesouro Direto encontram atualmente taxas mais elevadas na renda fixa brasileira, o que potencializa os efeitos dos juros compostos e otimiza o trabalho do capital aplicado. No entanto, para aqueles que já mantêm patrimônio em títulos públicos com taxas inferiores às vigentes no mercado, o cenário apresenta desafios significativos.

Impacto da volatilidade global nos títulos públicos



A rentabilidade da maioria dos títulos de renda fixa do Tesouro Direto sofreu impacto negativo em março de 2026, reflexo direto das exigências do mercado por juros compostos mais elevados do governo brasileiro. Essa pressão ocorreu em meio a um contexto de volatilidade global amplificada pelos conflitos geopolíticos, especialmente a guerra no Irã, que afetou as condições de financiamento público.

Desvalorização acentuada do Tesouro Renda+ 2065



O Tesouro Renda+ 2065 registrou a desvalorização mais expressiva, com queda de 9,71% nos últimos 30 dias, conforme dados apurados na plataforma oficial do governo. O longo prazo de vencimento deste título público o tornou particularmente sensível às mudanças nas condições de mercado, resultando em prejuízos significativos na marcação a mercado.

Outros títulos de longo prazo também sofrem



Outros investimentos em renda fixa com prazos de vencimento extensos igualmente enfrentaram pressões negativas. O Tesouro IPCA+ 2050, por exemplo, apresentou retração de 2,68% no mesmo período, demonstrando como títulos de longo prazo se tornam mais vulneráveis em cenários de instabilidade financeira.

Destaque positivo para o Tesouro Selic 2031



Em contraste com os títulos de longo prazo, o Tesouro Selic 2031 manteve desempenho positivo, com rendimento mensal de 1,23%. Este título continua sendo uma opção preferencial entre investidores para construção de reservas de emergência, beneficiando-se do ciclo de cortes da taxa Selic que ainda oferece atratividade considerável.

Fonte: Investidor 10
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