Petrobras investe R$ 2,8 milhões para mapear potencial petrolífero da Bacia do Marajó no Pará

Em uma iniciativa estratégica para identificar novas fronteiras de exploração de hidrocarbonetos, a Petrobras direciona recursos para avaliar o potencial petrolífero da Bacia do Marajó, localizada no estado do Pará. A empresa estatal brasileira comprometeu R$ 2,8 milhões em um projeto técnico-científico conduzido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
O acordo de cooperação técnica tem como objetivo principal revisar e atualizar a Carta Estratigráfica da região, um documento fundamental para compreender a geologia local e identificar sistemas petrolíferos potenciais. Segundo especialistas, esse trabalho fornecerá dados essenciais para avaliação de recursos energéticos e hídricos na área.
Características da Bacia do Marajó
A Bacia do Marajó abrange uma extensão territorial de aproximadamente 53 mil quilômetros quadrados, situando-se na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, entre as bacias hidrográficas do Amazonas e Parnaíba. Sua localização geográfica apresenta proximidade estratégica com a Foz do Amazonas, região onde a Petrobras já desenvolve atividades exploratórias.
Vilmar Medeiros Simões, diretor-presidente do SGB, destacou que a produção de informações técnicas qualificadas sobre a bacia contribuirá para o planejamento e tomada de decisões sobre o uso sustentável dos recursos naturais. O projeto está alinhado com as diretrizes governamentais que enfatizam o papel estratégico da ciência e da soberania nacional no desenvolvimento do país.
Metodologia e Cronograma do Projeto
A execução do estudo na Bacia do Marajó será realizada por uma equipe multidisciplinar composta por 21 pesquisadores especializados. A metodologia incorporará tecnologias avançadas, incluindo sistemas de Inteligência Artificial para análise de dados geológicos. O cronograma estabelecido prevê a conclusão dos trabalhos em 18 meses.
Contexto Exploratório da Petrobras
Paralelamente ao projeto na Bacia do Marajó, a Petrobras mantém esforços exploratórios em outras frentes estratégicas. A empresa busca avançar nas atividades na Foz do Amazonas e na Margem Equatorial, regiões consideradas promissoras para descobertas de reservas de petróleo.
A companhia também expande sua presença internacional através de parcerias na costa africana, especialmente na Namíbia, onde as características geológicas apresentam similaridades com a formação do pré-sal brasileiro. Recentemente, a Petrobras anunciou novas descobertas de hidrocarbonetos tanto no pré-sal quanto no pós-sal da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
Essa diversificação de áreas de exploração responde à necessidade estratégica de recomposição das reservas petrolíferas da empresa. Analistas do setor projetam que a produção do pré-sal brasileiro poderá entrar em fase de declínio a partir de 2031, tornando essencial a identificação de novas províncias produtoras.
Fonte: Investidor 10
Petrobras investe R$ 2,8 milhões para mapear potencial petrolífero da Bacia do Marajó no Pará
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março 31, 2026
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