STF: Toffoli deixa relatoria do caso Master após suspeitas de conflito de interesses

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), renunciou à função de relator das investigações envolvendo o Banco Master, após surgirem questionamentos sobre possível conflito de interesses em sua atuação no caso.
A decisão resultou na transferência da relatoria para o ministro André Mendonça, escolhido por meio de sorteio eletrônico realizado pelo sistema da Suprema Corte. Os demais ministros decidiram, contudo, não declarar formalmente a suspeição de Toffoli, evitando assim a anulação de decisões anteriores que poderiam retardar a conclusão do inquérito.
Investigações da Polícia Federal
A Polícia Federal identificou menções ao ministro Toffoli em aparelhos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Diante dessa descoberta, a PF solicitou o afastamento do magistrado das investigações.
Inicialmente, Toffoli contestou as alegações, classificando-as como meras "ilações" sem fundamento concreto. Posteriormente, reconheceu ser sócio da empresa Maridt, registrada em nome de seus irmãos, que realizou transações imobiliárias envolvendo um resort no Paraná com fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
O ministro defendeu que todas as operações foram realizadas a valores de mercado, devidamente declaradas à Receita Federal, e negou ter recebido recursos diretamente de Vorcaro ou Zettel. Também rejeitou a existência de qualquer relação de amizade com o banqueiro.
Reunião da Suprema Corte
O tema foi discutido em reunião extraordinária dos ministros do STF na quinta-feira (12), convocada pelo presidente Edson Fachin. O encontro ocorreu em meio a esforços da corte para estabelecer um código de conduta institucional, especialmente após recentes polêmicas envolvendo seus membros.
Durante a sessão, os ministros concordaram com a troca da relatoria do caso Master, mas optaram por não declarar Toffoli formalmente suspeito. Após a reunião, a corte emitiu nota oficial expressando "apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento".
O documento esclarece que Toffoli atendeu integralmente a todos os pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, e que sua decisão de deixar a relatoria considerou "os altos interesses institucionais" e o "bom andamento dos processos".
Fonte: Investidor 10
STF: Toffoli deixa relatoria do caso Master após suspeitas de conflito de interesses
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fevereiro 13, 2026
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