Setor bancário derruba Ibovespa após tocar recorde de 191 mil pontos: Santander, Itaú e BTG lideram baixas

O principal índice acionário brasileiro registrou uma sessão volátil nesta segunda-feira (23), marcada por uma reversão abrupta após atingir patamar histórico. O Ibovespa chegou a alcançar os 191.002,54 pontos por volta do meio-dia, renovando sua máxima, mas encerrou o pregão em queda de 0,88%, aos 188.853,49 pontos.
A virada negativa foi impulsionada principalmente por uma forte correção no setor bancário, em um movimento interpretado pelos analistas como realização de lucros após ganhos expressivos recentes. As ações do Santander Brasil (SANB11) despencaram 4,77%, pressionadas por rumores persistentes sobre uma possível deslistagem da instituição financeira da B3.
Pesos-pesados bancários pressionam índice
A correção se estendeu a outros grandes bancos do índice. O Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 3,60%, enquanto o BTG Pactual (BPAC11) registrou queda de 2,52%. O movimento contrastou com o desempenho positivo de outras blue-chips, como a Petrobras (PETR4), que avançou 1,45%, e a Vale (VALE3), com alta de 0,67%, mesmo diante de cenário desfavorável para commodities no mercado internacional.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,18, com leve alta de 0,10%. A moeda norte-americana segue em patamar historicamente baixo tanto no Brasil quanto globalmente, mesmo após o anúncio do aumento das tarifas globais pelo ex-presidente Donald Trump, de 10% para 15%.
Wall Street também fecha em terreno negativo
Os principais índices norte-americanos registraram sessão negativa, influenciados por preocupações com os elevados gastos em inteligência artificial e pelo aumento das tarifas globais. A IBM (IBMB34) chamou atenção com queda de 13% após o lançamento de novos modelos de linguagem em IA pela startup Anthropic, que disparou para US$ 380 bilhões em valor de mercado.
O Dow Jones recuou 1,66%, fechando aos 48.804,06 pontos. O S&P 500 caiu 1,04%, para 6.837,75 pontos, enquanto o Nasdaq-100 registrou baixa de 1,13%, aos 22.627,27 pontos.
Destaques do pregão brasileiro
Entre as maiores altas do Ibovespa, destacaram-se a MBRF (MBRF3), com valorização de 4,05%, seguida pela Telefônica Brasil (VIVT3), que subiu 3,10%. A Bradespar (BRAP4) avançou 2,45%, enquanto as ações preferenciais da Petrobras (PETR3) registraram alta de 1,98%.
No lado das baixas, além do Santander, a Hapvida (HAPV3) recuou 4,48%, a Vibra Energia (VBBR3) caiu 4,21%, e a Magazine Luiza (MGLU3) desvalorizou 3,79%. O Itaú completou a lista das cinco maiores quedas do índice com recuo de 3,60%.
A sessão evidenciou a fragilidade do mercado diante de movimentos de correção em setores-chave, mesmo com o índice atingindo patamares recordes durante o pregão. A realização de lucros no segmento bancário, que vinha apresentando desempenho sólido, demonstrou como setores específicos podem influenciar significativamente a direção do principal indicador acionário brasileiro.
Fonte: Investidor 10
Setor bancário derruba Ibovespa após tocar recorde de 191 mil pontos: Santander, Itaú e BTG lideram baixas
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fevereiro 23, 2026
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