Mercado Imobiliário em Alta: 50% das Famílias com Renda Acima de R$ 2,5 Mil Planejam Comprar Imóvel em 2026

O mercado imobiliário brasileiro registra um momento histórico de otimismo entre consumidores com renda familiar superior a R$ 2,5 mil mensais. Pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revela que metade dos domicílios nessa faixa de renda manifesta intenção de adquirir um imóvel, o maior percentual já registrado na série histórica do levantamento.
O indicador representa uma recuperação expressiva em relação aos 31% observados em 2022, período marcado pelos efeitos do ciclo de juros elevados e perda de renda real. Antes da pandemia, o percentual era de 43%, demonstrando que o atual patamar de 50% supera não apenas os momentos mais recentes de dificuldade, mas também os níveis pré-crise sanitária.
Planejamento Concreto com Prazos Definidos
A pesquisa, realizada em 35 cidades com 1.250 entrevistados e margem de erro de 2,8 pontos percentuais, aponta para um movimento de planejamento mais concreto. Entre os que pretendem comprar, 35% desejam concluir a aquisição em até um ano, sendo 8% em até seis meses e 27% no prazo de até 12 meses.
Segundo análise de Fábio Tadeu Araújo, diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica, responsável pelo estudo, cerca de 18% do total de domicílios já estariam efetivamente organizando a compra. A distribuição temporal mostra que 12% pretendem adquirir em até um ano e meio, 23% em até dois anos e 30% em prazo superior a dois anos, indicando uma demanda distribuída ao longo do tempo.
Demanda Concentrada em Moradia Principal
O estudo confirma que o principal motor do mercado continua sendo a necessidade de moradia própria. Entre os interessados, 89% buscam imóvel residencial para morar, enquanto apenas 6% procuram imóvel de lazer e 9% demonstram interesse em imóvel comercial.
Quase metade dos respondentes (48%) prefere apartamentos, reforçando o peso dos centros urbanos na dinâmica do setor e refletindo as preferências de consumo das famílias brasileiras em áreas metropolitanas.
Transições de Vida como Principal Motivação
As motivações para compra revelam que a decisão está intimamente ligada a momentos de transição na vida familiar. Entre os entrevistados, 32% querem sair do aluguel, 13% desejam sair da casa dos pais, 5% planejam mudar de localidade, 3% compram por casamento e 2% citam separação.
Esse grupo representa 55% dos interessados, indicando uma busca significativa por estabilidade e autonomia residencial, fatores que impulsionam decisões de longo prazo no mercado imobiliário.
Upgrade Residencial e Investimento
Além das transições de vida, 29% dos entrevistados afirmam buscar um upgrade de padrão residencial. Dentro desse grupo, 15% querem mais espaço, 9% procuram mais benefícios (como lazer e garagem) e 5% desejam um imóvel mais novo.
A aquisição com foco exclusivamente em investimento aparece em menor escala, mas ainda relevante. Cerca de 11% dos entrevistados pretendem comprar para investir, sendo 10% para locação e 1% para revenda. O dado reforça que o imóvel segue sendo visto como reserva de valor e fonte de renda recorrente no portfólio das famílias brasileiras.
O recorde de intenção de compra sugere que o mercado imobiliário pode atravessar um novo ciclo de expansão, especialmente se as condições de crédito permanecerem favoráveis e a renda das famílias seguir em recuperação. A combinação entre juros em trajetória de queda e expectativa de melhora econômica cria um ambiente propício para concretização desses planos de aquisição residencial.
Fonte: Investidor 10
Mercado Imobiliário em Alta: 50% das Famílias com Renda Acima de R$ 2,5 Mil Planejam Comprar Imóvel em 2026
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fevereiro 23, 2026
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