IPCA registra alta de 0,33% em janeiro com pressão dos combustíveis e inflação acumulada atinge 4,44%

O índice oficial de preços ao consumidor apresentou crescimento moderado no primeiro mês de 2026, influenciado principalmente pelo encarecimento dos combustíveis e serviços de transporte. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou variação de 0,33% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado mantém estabilidade em relação ao mês anterior, quando o indicador também fechou em 0,33%, e alinha-se às projeções do mercado financeiro, que esperava alta de 0,32%. Contudo, representa aceleração significativa comparada ao mesmo período do ano anterior, quando a inflação ficou em 0,16%.
Com essa performance, a inflação acumulada nos últimos doze meses avançou para 4,44%, superando os 4,26% registrados no período anterior. O índice permanece dentro da banda superior do sistema de metas, que estabelece teto de 4,5% para 2026, mas ainda distante do centro da meta de 3% perseguido pelo Banco Central.
Pressão setorial e comportamento dos grupos de despesa
O grupo de transportes foi o principal responsável pela aceleração inflacionária, com alta de 0,60% no mês. Os combustíveis apresentaram aumento médio de 2,14%, destacando-se a gasolina (2,06%) e o etanol (3,44%). As tarifas de transporte coletivo também contribuíram para o resultado, com reajustes implementados em importantes capitais brasileiras.
Outros setores que pressionaram o índice incluem comunicação (0,82%), saúde e cuidados pessoais (0,70%) e despesas pessoais (0,41%). A elevação nos preços de aparelhos telefônicos (2,61%), planos de TV por assinatura (1,34%) e artigos de higiene pessoal (1,20%) explicam parte desse movimento.
Fatores de alívio e perspectivas para a política monetária
Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram comportamento mais favorável. A alimentação e bebidas desacelerou para 0,23%, com queda significativa nos preços do leite longa vida (-5,59%) e ovos de galinha (-4,48%). A habitação registrou deflação de 0,11%, impulsionada pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial devido à mudança da bandeira tarifária.
O cenário inflacionário atual mantém o Comitê de Política Monetária (Copom) em alerta, embora o órgão já tenha sinalizado intenção de iniciar ciclo de flexibilização monetária em março. As projeções do mercado, conforme o Boletim Focus, indicam inflação de 3,97% para 2026 e expectativa de redução da taxa Selic dos atuais 15,00% para 12,25% até o final do ano.
Fonte: Investidor 10
IPCA registra alta de 0,33% em janeiro com pressão dos combustíveis e inflação acumulada atinge 4,44%
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fevereiro 10, 2026
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