XP Corporate Macaé (XPCM11) celebra novos contratos após saída da Petrobras em 2020

XP Corporate Macaé (XPCM11) celebra dois novos contratos de locação em sua única torre de escritórios.

O fundo imobiliário XP Corporate Macaé (XPCM11) ainda enfrenta desafios significativos para recuperar o desempenho que mantinha antes de 2020, quando a Petrobras ocupava integralmente seu único empreendimento corporativo. No entanto, recentes movimentos indicam uma lenta melhora na situação do fundo.

A administração do XPCM11 anunciou a celebração de dois novos contratos de locação no Edifício The Corporate, localizado em Macaé, município fluminense cuja economia está fortemente vinculada aos royalties do pré-sal. A cidade situa-se a 191 quilômetros da capital do Rio de Janeiro.

Detalhes dos novos contratos


As novas locações totalizam 866 metros quadrados de área ocupada. Um contrato envolve 334 metros quadrados com uma empresa prestadora de serviços, enquanto o outro abrange 532 metros quadrados com uma companhia do setor de óleo e gás.

Com essas novas ocupações, a vacância física do XPCM11 será reduzida de 54% para aproximadamente 52%. O empreendimento possui uma área bruta locável total de 19,6 mil metros quadrados, o que dimensiona o desafio enfrentado pela gestão do fundo.

Complexidade da localização


A situação do XP Corporate Macaé é particularmente complexa devido à sua localização geográfica. Macaé apresenta uma economia pouco diversificada, com forte dependência da exploração de petróleo, o que limita o leque de potenciais inquilinos para empreendimentos corporativos na região.

Essa característica econômica explica parte das dificuldades enfrentadas pela administração do fundo desde a saída da Petrobras como inquilina exclusiva. A distância em relação aos grandes centros urbanos representa um fator adicional de desafio para a atração de novas empresas.

Desempenho histórico preocupante


Dados do setor revelam um desempenho preocupante do XPCM11 nos últimos anos. Um investimento de R$ 1 mil realizado há cinco anos teria se reduzido a apenas R$ 182,90 atualmente, mesmo considerando o reinvestimento dos dividendos mensais distribuídos pelo fundo.

Em contraste, o índice Ifix, que reúne os principais fundos imobiliários negociados na bolsa, teria retornado R$ 1.338,50 nas mesmas condições, evidenciando a significativa underperformance do XPCM11 em relação ao mercado.

Fonte: Investidor 10
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