Apostas no Brasil têm perfil jovem e renda média de R$ 5,4 mil, aponta Anbima

As apostas online seguem ganhando espaço no Brasil, mas os dados mais recentes mostram que esse movimento não ocorre de forma espalhada pela população. Em 2025, 17% dos brasileiros disseram ter feito algum tipo de aposta, e o retrato traçado pela 9ª edição do Raio-X do Investidor, pesquisa da Anbima, revela um público bem definido: homens, mais jovens e com renda intermediária.
O levantamento ajuda a entender melhor quem está por trás desse crescimento. A prática aparece com maior força entre homens, que representam 66% dos apostadores, com idade média de 35 anos e renda familiar mensal de R$ 5.402. Além disso, as gerações mais novas concentram a maior frequência e a maior intensidade desse comportamento, o que reforça a leitura de que o fenômeno tem forte apelo entre adultos jovens.
Entenda o caso
A pesquisa da Anbima mostra que o avanço das apostas no país não está distribuído de maneira uniforme. O grupo que mais participa desse mercado é formado por homens, em geral mais jovens, com renda intermediária e presença expressiva nas faixas etárias mais baixas da população adulta.
Quando o recorte é financeiro, o padrão também chama atenção. A maior parte dos apostadores, 37%, afirma gastar R$ 100 ou mais por mês. Já o valor médio mensal chega a R$ 195,15. Ao mesmo tempo, há também quem destine quantias bem menores, de até R$ 30, o que indica uma prática que alcança diferentes níveis de orçamento, sem se restringir a um único perfil de gasto.
Entre os que dizem encarar as apostas como investimento, o desembolso sobe ainda mais. Nesse grupo, a média mensal é de R$ 284,81, com concentração maior entre os que gastam acima de R$ 100 por mês. O dado ajuda a dimensionar como a percepção sobre esse tipo de atividade pode influenciar diretamente o valor destinado a ela.
Por que isso chama atenção
Os números ganham relevância porque mostram que as apostas online deixaram de ser um comportamento periférico e passaram a ocupar espaço relevante na rotina financeira de uma parcela da população. O fato de 17% dos brasileiros terem apostado em 2025 demonstra a dimensão do fenômeno, mas o perfil dos participantes é o que oferece uma leitura mais precisa do cenário.
Outro ponto que chama atenção é a relação entre apostas e organização financeira. Mesmo entre os apostadores, 37% conseguiram economizar em 2025, o que indica algum grau de equilíbrio no orçamento de parte desse público. Ainda assim, 21% não possuem reserva de emergência, dado que evidencia vulnerabilidade financeira e ajuda a contextualizar os riscos associados a esse hábito.
A pesquisa também aponta um sinal de alerta importante: 11% dos apostadores têm alto nível de propensão ao vício. A concentração maior aparece entre as gerações Z e Millennials e na classe C, o que sugere que os efeitos desse comportamento podem atingir de forma mais intensa justamente os grupos mais presentes nas apostas online.
O que pode acontecer agora
Com o avanço das apostas e a consolidação desse perfil de público, a tendência é que o debate sobre o tema ganhe mais espaço na análise do comportamento financeiro dos brasileiros. Os dados da Anbima devem servir como referência para novas leituras sobre hábito de consumo, gestão de renda e risco associado à prática.
Ao mesmo tempo, o levantamento reforça a necessidade de observar com atenção a relação entre apostas e saúde financeira. O fato de parte dos participantes já economizar, enquanto outra parcela não conta com reserva de emergência, mostra que o impacto desse mercado varia bastante de acordo com a situação de cada pessoa.
Os números também sugerem que a discussão não deve se limitar ao volume de apostas, mas incluir o perfil de quem aposta e o quanto isso pesa no orçamento mensal. Com a média de R$ 195,15 por mês e casos que ultrapassam esse patamar quando a prática é vista como investimento, o tema passa a ter forte componente financeiro, e não apenas comportamental.
Resumo rápido
A pesquisa da Anbima mostra que as apostas online no Brasil têm rosto, idade e renda definidos: predominam homens, com média de 35 anos e renda familiar mensal de R$ 5.402. O valor médio gasto por mês é de R$ 195,15, mas sobe entre quem vê a prática como investimento. Ao mesmo tempo, 37% conseguiram economizar em 2025, enquanto 21% não têm reserva de emergência, e 11% apresentam alta propensão ao vício. Segundo reportagem do portal Investidor 10.
Apostas no Brasil têm perfil jovem e renda média de R$ 5,4 mil, aponta Anbima
Reviewed by Equipe Editorial
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abril 23, 2026
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