Stone (STNE): Citi mantém recomendação de compra com potencial de 47% e projeta dividendos de R$ 3,1 bilhões

As ações da Stone (STNE) registraram uma queda expressiva de 20% em um único pregão após a divulgação de resultados trimestrais que ficaram abaixo das expectativas do mercado financeiro. O movimento negativo apagou completamente os ganhos acumulados pela empresa ao longo do ano, resultando em um recuo total de 4,63% no período consolidado.
A forte desvalorização obrigou as principais instituições financeiras a revisarem suas projeções para a companhia de pagamentos digitais. Em relatório recente, o Citigroup anunciou um corte de 9% em suas estimativas para a Stone, porém manteve a recomendação de compra para o ativo, estabelecendo um preço-alvo de US$ 18 por ação.
Múltiplos atrativos e potencial de valorização
Segundo análise do banco americano, as ações da Stone atualmente negociam a apenas 5,6 vezes o múltiplo preço/lucro projetado para 2026, patamar considerado significativamente baixo pelo Citi. Considerando todos os fatores fundamentais e perspectivas de mercado, a instituição financeira estima um potencial total de valorização de 47% para o papel nos próximos períodos.
Distribuição robusta de dividendos
O Citigroup projeta que a Stone distribuirá aproximadamente R$ 3,1 bilhões em dividendos aos acionistas, recursos provenientes da venda da Linx para a TOTVS (TOTS3). Os analistas esperam que os pagamentos tenham início já no segundo trimestre, embora o cronograma específico e os mecanismos exatos de distribuição ainda não tenham sido formalmente definidos pela administração da empresa.
O dividend yield estimado pelo banco pode atingir impressionantes 17%, posicionando a Stone entre as empresas com maior retorno por distribuição de proventos no mercado brasileiro. Além dos dividendos, o Citi calcula que cerca de R$ 2,3 bilhões serão devolvidos aos investidores por meio de programas de recompra de ações em 2025, movimento que já está incorporado nas projeções de alta para o preço-alvo estabelecido.
Cenário de fusões e aquisições
Os analistas do Citigroup identificaram indicadores que sugerem um possível cenário de fusões e aquisições envolvendo a Stone. O primeiro fator apontado é a estratégia recente de desinvestimentos, exemplificada pela venda da Linx em julho de 2025 por R$ 3,05 bilhões, valor inferior aos R$ 6,4 bilhões desembolsados na aquisição original em 2020.
O segundo elemento destacado pelo banco é a decisão da empresa de priorizar a devolução de capital aos acionistas em vez de reinvestir os recursos nas operações principais. Esta estratégia ocorre simultaneamente a uma desaceleração perceptível no crescimento do TPV (Total Payment Volume), métrica fundamental que mede o volume total de pagamentos processados pela plataforma.
Reestruturação organizacional
A Stone implementou recentemente uma rodada de demissões que afetou principalmente sua área de tecnologia. De acordo com fontes próximas ao assunto, os desligamentos atingiram aproximadamente 3% do quadro funcional total, estimado em cerca de 14 mil colaboradores, resultando na saída de entre 300 e 400 profissionais.
Para o Citi, o impacto financeiro desta reestruturação já está refletido nas projeções atualizadas. Segundo cálculos do banco, as medidas devem gerar economias anuais de aproximadamente R$ 80 milhões antes de impostos, embora provavelmente resultem em despesas extraordinárias a serem reconhecidas no primeiro trimestre de 2026.
Fonte: Investidor 10
Stone (STNE): Citi mantém recomendação de compra com potencial de 47% e projeta dividendos de R$ 3,1 bilhões
Reviewed by Aloha Downloads
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março 16, 2026
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