Ouro registra alta de 3,4% com alívio geopolítico e impulsiona ETFs e ações de mineradoras

Apostas sobre o fim próximo da guerra entre Estados Unidos e Israel contra Irã favorecem metal precioso.

Após semanas de desempenho negativo que resultaram em perdas acumuladas de 15% nos últimos 30 dias, o oro recuperou seu brilho nos mercados financeiros nesta quarta-feira (25). O metal precioso registrou expressiva valorização de 3,41% em seus contratos futuros com vencimento em abril, alcançando a cotação de US$ 4.452,30 por onça-troy na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Fatores geopolíticos impulsionam recuperação



O cenário de possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel em suas ações contra o Irã renovou o apetite dos investidores por ativos de risco e contribuiu para a queda nas cotações do petróleo. Esta correlação inversa entre os dois commodities é um fenômeno conhecido no mercado: quando o petróleo se valoriza rapidamente, o ouro tende a apresentar desempenho marginalmente negativo, uma vez que a mineração do metal exige altos custos energéticos, especialmente com o uso de diesel para operar a maquinaria de extração.

Com o petróleo tipo Brent ameaçando ficar abaixo da barreira psicológica de US$ 100 por barril, as condições se tornaram favoráveis para a recuperação do metal amarelo. Esta dinâmica de mercado reflete a sensibilidade dos investimentos em commodities às tensões geopolíticas e aos custos operacionais da indústria extrativa.

ETFs temáticos respiram aliviados



Os fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs) especializados em ouro experimentaram significativa recuperação após o período de pressão. O iShares Gold Trust (IAU), negociado na bolsa de valores americana, disparou 3,03%, alcançando o valor de US$ 85,27 por cota. Este ETF oferece exposição direta ao desempenho do metal precioso, sendo uma alternativa popular para investidores que buscam proteção contra volatilidade de mercado.

Paralelamente, o VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), que concentra seus investimentos em uma carteira de mineradoras júnior de ouro com alto potencial de crescimento em diversos mercados globais, registrou apreciação de 3,19%, sendo negociado a US$ 113,29 por cota. Este fundo oferece exposição ao segmento de empresas de mineração que apresentam características de crescimento mais acelerado, embora com maior risco associado.

Mineradoras brasileiras acompanham tendência



No mercado acionário brasileiro, as ações da Aura Minerals (AURA33) apresentaram desempenho ainda mais expressivo, deslanchando 7,74% e alcançando o valor de R$ 124,96 por papel. A empresa, que opera no segmento de mineração de ouro, ainda se mantém abaixo de sua máxima anual de R$ 154,78, registrada anteriormente no ano.

Esta movimentação das ações da mineradora reflete a sensibilidade do setor às variações no preço internacional do ouro, bem como às expectativas de rentabilidade das operações de extração em um cenário de custos energéticos mais favoráveis. A recuperação do metal precioso representa um alívio significativo para as empresas do setor, que enfrentaram pressões nos últimos meses devido à combinação de preços deprimidos e custos operacionais elevados.

Fonte: Investidor 10
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