Disputa por Oncoclínicas (ONCO3) intensifica-se com proposta de R$ 500 milhões do fundo americano Mak Capital

A disputa pelo controle da Oncoclínicas (ONCO3) ganhou novos contornos nesta semana com a entrada do fundo de investimentos americano Mak Capital no cenário de reestruturação da empresa. A companhia, que enfrenta uma dívida superior a R$ 4 bilhões e pendências financeiras junto ao Banco Master, busca alternativas para renegociar suas obrigações e recuperar sua saúde financeira.
Concorrência de propostas acirra disputa
O cenário competitivo começou a se desenhar no início de março, quando a Porto (PSSA3) apresentou uma proposta de investimento de até R$ 1 bilhão para adquirir as clínicas oncológicas da empresa. O plano envolvia a criação de uma nova companhia para concentrar esses ativos, estratégia que posteriormente atraiu o interesse da Fleury (FLRY3) como potencial parceira. No entanto, nem todos os acionistas da Oncoclínicas demonstraram entusiasmo com a transação, que depende de aprovação dos investidores.
Contraproposta do Mak Capital exige mudanças na governança
Com participação de 6,31% no capital da Oncoclínicas, o Mak Capital apresentou nesta terça-feira (24) uma proposta alternativa de aporte de R$ 500 milhões. A oferta, no entanto, vem acompanhada de condições significativas que incluem a destituição do atual Conselho de Administração, eleito há menos de três meses com apoio da gestora Latache.
O fundo americano pretende indicar novo presidente e vice-presidente para o board, alegando que a atual administração não implementou medidas adequadas para resolver a crise financeira da companhia. Em documento obtido pelo Valor Econômico, o Mak Capital questiona ainda o valor oferecido pela Porto pelas clínicas oncológicas, considerando-o inadequado diante das necessidades urgentes de liquidez da empresa.
Posicionamento da administração atual
A Oncoclínicas mantém o prazo de exclusividade de 30 dias concedido à Porto para negociações, período que teve início em 15 de março e inclui agora a participação da Fleury. A empresa ressalta que o acordo mantém caráter preliminar e não vinculante, sem compromisso definitivo de conclusão da operação.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO Carlos Gil Ferreira afirmou que o "plano A" da companhia continua sendo sua reestruturação operacional, enquanto as discussões sobre mudanças na estrutura de capital seguem em paralelo. A situação revela as complexas negociações em curso para definir o futuro da maior rede privada de oncologia do Brasil.
Fonte: Investidor 10
Disputa por Oncoclínicas (ONCO3) intensifica-se com proposta de R$ 500 milhões do fundo americano Mak Capital
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março 25, 2026
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