Conflito no Oriente Médio eleva petróleo 14% e impulsiona ações de petrolíferas brasileiras na B3

Petróleo sobe até 14% no mercado global e ações do setor disparam no primeiro pregão após ataques.

A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio provocou uma forte reação nos mercados globais de energia nesta segunda-feira. Após os recentes ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, o preço do barril de petróleo Brent registrou altas expressivas, chegando a valorizar 14% em determinado momento da sessão.

Por volta do meio-dia, a commodity era negociada a US$ 78,50, representando uma valorização de 8% em relação ao fechamento anterior. Esse movimento ascendente refletiu imediatamente nas cotações das empresas do setor petrolífero listadas na Bolsa de Valores brasileira.

Petrolíferas brasileiras lideram altas na B3



As ações do segmento de óleo e gás apresentaram os melhores desempenhos do pregão, com destaque para a Prio (PRIO3), que avançou quase 5%, ultrapassando a barreira dos R$ 57 por ação. A companhia independente de exploração e produção consolidou-se como a maior valorizada do dia.

A Petrobras (PETR4) acompanhou o movimento positivo, registrando alta de 3,75% e retornando ao patamar de R$ 40 por papel. Com essa valorização, a estatal brasileira recuperou sua posição como empresa mais valiosa da América Latina em termos de capitalização de mercado.

A Brava Energia (BRAV3) também se destacou, apresentando o terceiro melhor desempenho entre todas as companhias listadas na B3, com valorização de 3,2% e cotação em R$ 19,25. A PetroReconcavo seguiu na mesma direção, avançando 3,2% e negociando seus papéis a R$ 12,75.

Análise especializada sobre o cenário geopolítico



Analistas do mercado financeiro apontam que a persistência do conflito no Oriente Médio é o principal fator por trás das oscilações nos preços do petróleo. Segundo especialistas do BTG Pactual, a situação tende a se prolongar por semanas, gerando incertezas significativas no mercado globalizado de energia.

"A redução do tráfego marítimo, o aumento dos custos de seguros e os riscos elevados para o transporte estão pressionando a disponibilidade de curto prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao Brent", explicaram os analistas. "A duração do conflito será determinante para a magnitude do impacto: quanto mais persistir, maior a probabilidade de ataques diretos à infraestrutura energética e prejuízos estruturais aos fluxos globais de comércio".

Ibovespa e dólar apresentam desempenho divergente



Enquanto as petrolíferas registravam ganhos expressivos, o índice Ibovespa (IBOV) operava em território negativo durante a sessão. O principal indicador da bolsa brasileira chegou a recuar mais de 1% em determinado momento da manhã, fechando com queda de 0,2% aos 188,3 mil pontos.

O desempenho negativo refletiu principalmente a performance das ações do setor varejista, que registraram perdas de até 4% durante o pregão. A Casas Bahia (BHIA3) apresentou o pior desempenho do índice, com desvalorização de 4,3% em seu valor de mercado.

No mercado cambial, o dólar comercial registrou valorização de 1% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,18. O euro também apresentou leve alta de 0,1%, cotado a R$ 6,06. O movimento reflete a busca por ativos considerados mais seguros em meio à instabilidade geopolítica.

Impacto nos preços dos combustíveis



O petróleo é matéria-prima fundamental para a produção de diversos derivados, sendo os combustíveis os produtos mais sensíveis às variações no preço do barril. No entanto, segundo informações da Petrobras, os valores praticados nos postos de combustível ainda não refletem os reajustes recentes.

Atualmente, a média nacional do preço da gasolina permanece em R$ 6,30 por litro. No estado de São Paulo, o valor médio é de R$ 6,16, considerando todos os custos de produção e os tributos incidentes sobre o produto. Especialistas alertam que, caso a alta do petróleo se mantenha, os reajustes nos postos poderão ocorrer nas próximas semanas.

Fonte: Investidor 10
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