CEO da Fictor Alimentos (FICT3) investigado em operação da PF por esquema de fraudes bancárias de R$ 500 milhões

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) uma operação de grande porte para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o sistema financeiro, com movimentações que ultrapassam R$ 500 milhões. Entre os principais investigados está Rafael Góis, sócio fundador e CEO do Grupo Fictor, que também preside o Conselho de Administração e atua como CEO interino da Fictor Alimentos (FICT3), empresa listada na B3.
A Operação Fallax, resultado de quase dois anos de investigações, cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. As diligências incluíram endereços vinculados ao executivo na capital paulista, além de investigar seu ex-sócio Luiz Rubini.
Esquema de fraudes bancárias
Segundo as investigações da PF, o grupo criminoso operava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras, especialmente da Caixa Econômica Federal, que inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Os valores desviados eram posteriormente convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
A organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais complexas para dissimular a origem dos recursos ilícitos. As investigações apontam que o esquema envolvia práticas de estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Contexto empresarial da Fictor
Rafael Góis e o Grupo Fictor ganharam notoriedade no mercado financeiro após tentarem adquirir o Banco Master antes da liquidação da instituição. A transação não se concretizou, e posteriormente o grupo ingressou em processo de recuperação judicial. A Fictor Alimentos, braço alimentício do conglomerado, mantém suas ações negociadas na bolsa de valores brasileira.
A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as investigações envolvendo seu principal executivo. O caso ocorre em um momento delicado para a organização, que já enfrentava desafios financeiros anteriores às investigações criminais.
Medidas cautelares e bloqueios
A Polícia Federal determinou o bloqueio e sequestro de bens no valor de até R$ 47 milhões, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, como parte da estratégia para descapitalizar a organização criminosa. As medidas visam impedir a continuidade das operações ilícitas e garantir a recuperação dos valores desviados.
Autoridades também determinaram a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas vinculadas ao esquema. Os investigados podem responder por múltiplos crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
Alcance da operação
Além dos executivos do Grupo Fictor, as investigações da Operação Fallax também atingem membros do Comando Vermelho, segundo informações do portal G1. A operação conta com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e envolve múltiplas jurisdições federais.
As investigações continuam em andamento, com as autoridades coletando evidências e documentação para consolidar as acusações contra os envolvidos no esquema de fraudes que movimentou centenas de milhões de reais do sistema financeiro brasileiro.
Fonte: Investidor 10
CEO da Fictor Alimentos (FICT3) investigado em operação da PF por esquema de fraudes bancárias de R$ 500 milhões
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março 25, 2026
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