Setor imobiliário brasileiro registra recorde histórico em 2025 com vendas de R$ 264,2 bilhões

O mercado imobiliário brasileiro atingiu marcas históricas em 2025, com lançamentos e vendas de imóveis alcançando números recordes impulsionados principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram registrados 453 mil lançamentos e 426,26 mil vendas, totalizando um valor inédito de R$ 264,2 bilhões em transações imobiliárias.
Este desempenho excepcional eleva as expectativas para os resultados financeiros das construtoras listadas na B3, que começam a divulgar seus balanços do quarto trimestre de 2025 a partir da próxima semana.
Projeções divergentes por segmento habitacional
Analistas do mercado financeiro projetam resultados robustos para o setor como um todo, com destaque para as empresas voltadas ao segmento de baixa renda. O BTG Pactual estima que o lucro líquido combinado das construtoras da B3 apresente crescimento de 76% na comparação com o quarto trimestre de 2024.
As projeções, no entanto, revelam cenários bastante distintos entre os diferentes segmentos habitacionais. Para as empresas focadas no mercado de baixa renda, o banco projeta um crescimento extraordinário de 315% no lucro líquido, beneficiadas tanto pelo Minha Casa, Minha Vida quanto pela recuperação de desempenho de companhias como MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3), que enfrentaram dificuldades em 2024.
Em contraste, o segmento de média e alta renda deve registrar expansão mais moderada de 20%, com a Cyrela (CYRE3) atuando como principal motor deste crescimento devido ao maior reconhecimento de receitas no período. O BTG alerta para possíveis retrações nos resultados de outras construtoras deste segmento, como a Eztec (EZTC3), reflexo da queda de 16% nas vendas líquidas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Destaques e projeções específicas por empresa
Entre as empresas que devem se destacar no trimestre, o BTG aponta Cury (CURY3) e Cyrela como as principais protagonistas. A Cury, voltada para as faixas mais altas do Minha Casa, Minha Vida, pode registrar crescimento de 54% no lucro líquido, enquanto a Cyrela, focada no segmento de alto padrão e luxo, deve expandir seus resultados em 37%.
As projeções específicas do banco revelam um cenário heterogêneo: Tenda (TEND3) lidera com crescimento projetado de 414%, seguida por Cury (+54%), Plano&Plano (PLPL3, +41%) e Cyrela (+37%). Outras empresas como Direcional (DIRR3) e Mitre (MTRE3) também devem apresentar resultados positivos, com crescimentos de 16% e 9%, respectivamente.
No extremo oposto, o banco projeta retrações para Melnick (-3%), Lavvi (-11%), Trisul (-14%), Eztec (-14%) e Helbor (-96%). Even (EVEN3) e MRV devem reverter os prejuízos observados no quarto trimestre de 2024, segundo as estimativas.
Perspectivas para 2026 e desafios setoriais
Apesar da desaceleração observada no segmento de média e alta renda no final de 2025, as perspectivas para 2026 permanecem positivas. Pesquisa da CBIC indica que metade das famílias brasileiras com renda superior a R$ 2,5 mil mensais manifesta intenção de adquirir imóvel neste ano.
Fatores adicionais que podem impulsionar o setor incluem a possível redução da taxa Selic, que tende a diminuir o custo dos financiamentos imobiliários, e a meta governamental de contratar 3 milhões de moradias através do Minha Casa, Minha Vida em 2026.
A XP Investimentos mantém visão otimista para o setor, destacando Cyrela e Cury como suas preferidas, mas alerta para o desafio das empresas de médio e alto padrão em equilibrar adequadamente oferta e demanda. Os analistas também apontam o potencial de crescimento da Lavvi em relatório recente, indicando oportunidades específicas dentro do cenário geral positivo.
Fonte: Investidor 10
Setor imobiliário brasileiro registra recorde histórico em 2025 com vendas de R$ 264,2 bilhões
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fevereiro 24, 2026
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