Romi (ROMI3) registra lucro de R$ 40,4 milhões no 4T25 com pressão de juros e crescimento da carteira de pedidos

A Romi (ROMI3), fabricante de máquinas e equipamentos industriais, divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 40,4 milhões no quarto trimestre de 2025. O resultado representa uma redução de 18,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, embora tenha registrado crescimento de 47,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No acumulado do exercício de 2025, a companhia alcançou lucro líquido ajustado de R$ 93,2 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 96,8 milhões registrados em 2024.
Impacto dos juros altos na demanda
O setor de máquinas industriais enfrentou pressões significativas ao longo de 2025, com a alta dos juros e as incertezas econômicas afetando diretamente a demanda por equipamentos. A unidade de máquinas Romi registrou queda de 12,8% na entrada de pedidos durante o ano, refletindo o cenário macroeconômico desafiador.
Para contornar essas dificuldades, a empresa intensificou investimentos em estratégias alternativas, incluindo a locação de máquinas e o desenvolvimento de produtos com maior conteúdo tecnológico. A companhia também manteve foco na expansão dos negócios da subsidiária alemã B+W e na prospecção de novos mercados internacionais.
Desempenho da subsidiária alemã B+W
A subsidiária alemã B+W emergiu como importante contrapeso às dificuldades do mercado doméstico, com pedidos crescendo 53,8% durante 2025. Este desempenho robusto ajudou a sustentar a geração de receitas e contribuiu significativamente para o fortalecimento da carteira de pedidos do grupo.
Ao final de 2025, a Romi mantinha carteira de pedidos total de R$ 750,4 milhões, representando expansão de 15,1% em relação ao mesmo período de 2024. A composição desta carteira revela a importância estratégica da B+W: enquanto as máquinas Romi registraram R$ 200,2 milhões (-14,6%), as máquinas B+W alcançaram R$ 494,6 milhões (+39,0%), e os fundidos e usinados somaram R$ 55,5 milhões (-9,6%).
Segundo a administração da empresa, o crescimento da carteira de pedidos "reflete a forte demanda por soluções de alta complexidade e customizadas".
Análise dos resultados financeiros
A receita operacional líquida da Romi no quarto trimestre de 2025 totalizou R$ 388,2 milhões, recuando 15,3% na comparação anual. No acumulado do exercício, contudo, o faturamento cresceu 8,1%, alcançando R$ 1,326 bilhão, impulsionado principalmente pelas receitas provenientes da B+W.
Esta performance reforçou a importância do mercado externo para a consolidação da empresa, que passou a responder por 35% da receita total em 2025, ante 31% no ano anterior.
O Ebitda ajustado somou R$ 66,2 milhões no quarto trimestre e R$ 149,9 milhões no consolidado de 2025. Na análise comparativa anual, o indicador recuou 16,4% no trimestre e 2,8% no acumulado do ano.
Perspectivas e estratégias futuras
Apesar do ambiente econômico desafiador, a administração da Romi avaliou os resultados do quarto trimestre como consistentes, destacando avanços nos principais indicadores operacionais e a resiliência do modelo de negócios da empresa.
A companhia manifestou confiança na manutenção de ritmo sustentável de negócios, reafirmando compromisso com investimentos em inovação, tecnologias digitais e capacitação de equipes. "Continuaremos investindo em inovação, tecnologias digitais e na capacitação do nosso time, cientes de que o sucesso da Romi está diretamente ligado ao sucesso de nossos clientes, colaboradores e parceiros", afirmou a direção.
Fonte: Investidor 10
Romi (ROMI3) registra lucro de R$ 40,4 milhões no 4T25 com pressão de juros e crescimento da carteira de pedidos
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fevereiro 04, 2026
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