Queda do Bitcoin em 2026: Empresas com tesouraria em criptomoedas sofrem desvalorização de até 33% na Bolsa

2 empresas brasileiras têm uma estratégia de tesouraria baseada em BTC: CASH3 e OBTC3.

O mercado de criptomoedas enfrenta uma correção significativa em 2026, com o Bitcoin registrando queda de 28% no ano e atingindo os menores patamares em mais de um ano. A desvalorização da principal criptomoeda do mundo reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais e contamina todo o ecossistema digital.

Impacto generalizado no setor cripto



A correção não se limita ao Bitcoin. Outras criptomoedas importantes como Ethereum, Solana e XRP apresentam quedas ainda mais acentuadas, chegando a 38% no acumulado do ano. Esse movimento resultou na perda de mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado desde o início de 2026 para o setor cripto como um todo.

Segundo dados da CoinGecko, o mercado cripto alcançou valorização recorde acima de US$ 4,2 trilhões em outubro de 2025, quando o Bitcoin atingiu o pico histórico de US$ 126,1 mil. No entanto, a avaliação reduziu para aproximadamente US$ 3 trilhões no começo de 2026 e atualmente gira em torno de US$ 2,2 trilhões.

Empresas com exposição ao Bitcoin sofrem baques



As empresas com exposição significativa ao mercado cripto também enfrentam pressão nas bolsas de valores. A Coinbase, uma das principais plataformas de negociação de criptomoedas do mundo, registra queda de aproximadamente 35,4% em Wall Street no acumulado de 2026.

As chamadas "Bitcoin Treasuries" - companhias que alocam parte de suas reservas em Bitcoin - apresentam desempenho ainda mais negativo que o da própria criptomoeda. A Strategy, com mais de 700 BTC em tesouraria, revelou prejuízo operacional de US$ 17,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, atribuído à oscilação no preço justo da criptomoeda.

Cenário brasileiro: Méliuz e OranjeBTC em queda



O caso da Strategy serve como alerta para investidores de empresas brasileiras que adotaram estratégia similar de tesouraria baseada em Bitcoin. Méliuz (CASH3) e OranjeBTC (OBTC3), que ainda divulgarão resultados do quarto trimestre de 2025, enfrentam desvalorização significativa na B3 diante da correção do Bitcoin.

No acumulado de 2026, as ações do Méliuz apresentam queda de 13,6%, enquanto a OranjeBTC despenca 33,7%. Em 5 de fevereiro, quando o Bitcoin retornou a patamares abaixo de US$ 70 mil pela primeira vez em 15 meses, as ações das empresas recuaram mais de 4% na bolsa brasileira.

Fatores por trás da correção do Bitcoin



Após bater recordes históricos em 2025, impulsionado pelo maior interesse de investidores institucionais e avanço regulatório nos Estados Unidos, o Bitcoin segue tendência de baixa desde outubro do ano passado. A correção se intensificou recentemente devido ao aumento da aversão ao risco no mercado global.

Investidores em todo o mundo buscaram proteção nas últimas semanas diante de incertezas econômicas e geopolíticas crescentes, além do temor sobre possível bolha em ativos de inteligência artificial. A situação se agravou após declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, indicando que o governo americano não planeja "resgatar" o Bitcoin nem incentivar bancos privados a comprar a criptomoeda para sustentar preços.

Com o Bitcoin negociando em torno de US$ 66 mil - menor valor em 16 meses - analistas como Michael Burry, conhecido por antecipar a crise imobiliária de 2008, alertam sobre possível "espiral da morte" para a criptomoeda. Por outro lado, a Bitfinex argumenta que a correção está mais relacionada ao cenário macroeconômico do que a fragilidades internas do mercado cripto, sugerindo que redução das pressões macro poderia contribuir para recuperação do setor.

Fonte: Investidor 10
Queda do Bitcoin em 2026: Empresas com tesouraria em criptomoedas sofrem desvalorização de até 33% na Bolsa Queda do Bitcoin em 2026: Empresas com tesouraria em criptomoedas sofrem desvalorização de até 33% na Bolsa Reviewed by Aloha Downloads on fevereiro 06, 2026 Rating: 5

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