Queda de 30% do Bitcoin afeta R$ 300 bilhões em valuation de empresas da B3 com caixa em criptomoedas

Sem sinal claro de reversão, companhias com caixa em BTC acumulam perdas.

A volatilidade do mercado cripto está impactando diretamente o desempenho de empresas listadas na B3 que optaram por manter parte de suas reservas em Bitcoin. A principal criptomoeda global enfrenta uma das piores fases de desvalorização dos últimos anos, com queda acumulada de aproximadamente 30% desde o início do ano.

Nesta quarta-feira (11), o Bitcoin opera próximo aos US$ 66 mil, registrando baixa de quase 4% em apenas um dia. Esse movimento descendente tem reflexos significativos no valuation de companhias que adotaram a estratégia de Bitcoin Treasury, mantendo suas reservas em criptomoedas ao invés de ativos tradicionais como dólar ou ouro.

Impacto direto nas empresas da B3


Três empresas listadas na bolsa brasileira acumulam perdas conjuntas que se aproximam de R$ 300 bilhões em valor de mercado. A situação mais crítica é da OranjeBTC (OBTC3), que desde outubro do ano passado registra queda de 67% no preço de suas ações, passando de R$ 18 para os atuais R$ 6,30.

A MicroStrategy (M2ST34), através de seus BDRs negociados no Brasil, acumula perda de 69% desde 2022. A empresa norte-americana mantém exposição significativa ao Bitcoin, com aproximadamente 713 mil unidades adquiridas a preço médio de US$ 76 mil cada, o que representa prejuízo em relação ao valor atual da criptomoeda.

A Méliuz (CASH3), que também mantém parte de seu caixa exposto ao ativo digital, registra queda de cerca de 10% nos últimos doze meses, com papéis negociando em R$ 3,40 nesta quarta-feira.

Estratégia de Bitcoin Treasury em xeque


As empresas classificadas como Bitcoin Treasury optaram por uma abordagem alternativa de gestão de reservas, substituindo ativos tradicionais pela principal criptomoeda do mercado. Essa estratégia, que parecia promissora durante períodos de alta, revela-se vulnerável durante fases de correção acentuada.

Em entrevista ao Estadão, o CEO da OranjeBTC afirmou que a empresa enfrenta o momento atual com tranquilidade. O executivo ressaltou que, por ter atuação voltada ao segmento cripto, quando o mercado apresenta queda, os custos operacionais também acompanham essa tendência, o que teoricamente reduziria o impacto negativo nos resultados.

Perspectivas incertas para o mercado cripto


Ainda não há clareza sobre quando o movimento de baixa do Bitcoin poderá se estabilizar ou reverter. Fatores macroeconômicos globais continuam exercendo pressão sobre o preço do ativo digital, que mesmo em queda mantém sua posição de liderança em aceitação dentro do ecossistema cripto.

A situação atual serve como alerta para investidores e empresas sobre os riscos associados à exposição concentrada em ativos voláteis, mesmo que esses ativos representem inovações tecnológicas significativas no cenário financeiro global.

Fonte: Investidor 10
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