Ouro recupera 7% enquanto Bitcoin mantém queda de 40%: análise do movimento dos ativos de reserva em 2026

Em um movimento divergente que chama a atenção dos investidores, o ouro demonstra vigorosa recuperação nesta terça-feira (3), com os contratos futuros do metal precioso registrando alta expressiva de 7% e retornando à faixa dos US$ 5 mil por onça-troy. Enquanto isso, o Bitcoin (BTC) continua sua trajetória descendente, acumulando desvalorização de aproximadamente 40% em relação ao seu pico histórico.
Recuperação do metal precioso
A reação positiva do ouro sugere que o mercado pode ter exagerado na pressão vendedora observada nas sessões anteriores. O metal chegou a registrar queda de 25% em um único pregão, performance considerada a mais negativa desde a década de 1980. Esta correção abrupta agora dá espaço para uma recuperação que beneficia tanto os ETFs temáticos quanto as ações de empresas do setor.
O ETF IAU, principal veículo de investimento global que espelha a cotação do ouro, valorizou-se 6,22%, superando novamente a marca de US$ 93 por cota. No mercado brasileiro, o ETF GOLD11, que oferece exposição similar ao metal precioso, avançou 5,80%, aproximando-se de R$ 27 por unidade.
Mineradoras em alta
As ações da Aura Minerals (AURA33), empresa brasileira do setor de mineração de ouro, registraram ganhos de 3,30%, negociando na faixa de R$ 109. Paralelamente, o ETF GDXJ, que concentra investimentos em mineradoras júnior com alto potencial de crescimento, também apresentou valorização de 3,30%, alcançando US$ 128 por cota.
Bitcoin mantém tendência negativa
Em contraste com a recuperação do ouro, o Bitcoin segue em trajetória descendente em 2026, registrando queda de quase 4% nas últimas 24 horas e cotado a US$ 75,3 mil no horário de Brasília. Na semana, a principal criptomoeda acumula desvalorização de 13,50%.
Além de fatores técnicos e movimentos especulativos, analistas apontam que grandes instituições financeiras de Wall Street têm demonstrado comportamento predominantemente vendedor em relação aos criptoativos no curto prazo. Nas últimas duas semanas, os ETFs de Bitcoin à vista listados na bolsa americana registraram saída líquida de US$ 2,8 bilhões, reduzindo significativamente uma importante fonte de demanda no mercado cripto.
Perspectivas para 2026
Segundo análise do Deutsche Bank, os fundamentos que sustentam o investimento em ouro permanecem sólidos para 2026, mesmo diante da volatilidade recente associada às indicações políticas ao Federal Reserve. O banco alemão destaca que os fatores temáticos que impulsionam o metal precioso continuam positivos, e a justificativa para alocações em ouro e outros metais preciosos não sofreu alterações significativas.
Dados comparativos revelam diferenças marcantes no desempenho recente dos ativos. Um investimento de R$ 1 mil em Bitcoin há 12 meses teria resultado em R$ 704,30 atualmente, enquanto a mesma quantia aplicada no ETF GOLD11 teria retornado R$ 1.486,01 no mesmo período.
Fonte: Investidor 10
Ouro recupera 7% enquanto Bitcoin mantém queda de 40%: análise do movimento dos ativos de reserva em 2026
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fevereiro 03, 2026
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