Ibovespa fecha em queda de 1,16% com correção após recordes; Caixa Seguridade desaponta no 4T25

O principal índice da bolsa brasileira encerrou a última sessão de fevereiro de 2026 em território negativo, marcando uma correção após uma sequência de máximas históricas. O Ibovespa fechou aos 188.786,98 pontos, registrando queda de 1,16% no dia, enquanto acumulava valorização de 4,09% ao longo do mês.
O clima de cautela predominou entre os investidores após a divulgação do IPCA-15, a prévia da inflação, que superou as expectativas do mercado. O indicador acelerou mais do que o projetado por analistas, alimentando preocupações sobre o cenário inflacionário e pressionando os ativos de risco.
Desempenho decepcionante da Caixa Seguridade
As ações da Caixa Seguridade (CXSE3) foram uma das maiores penalizadas da sessão, recuando 4,05%. O movimento negativo refletiu a decepção do mercado com os resultados do quarto trimestre de 2025, que ficaram aquém das projeções dos analistas. Os números entregues pela companhia de seguros não atenderam às expectativas dos investidores, gerando pressão vendedora sobre o papel.
Entre os grandes capitais do índice, a Cosan (CSAN3) liderou as perdas, com queda de 5,70%. A holding diversificada continua enfrentando preocupações relacionadas ao seu elevado nível de endividamento, agravado pela situação financeira delicada da Raízen (RAIZ4), empresa do setor sucroenergético em que possui participação significativa.
Cenário cambial e internacional
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,13, registrando leve desvalorização de 0,10%. A moeda americana acumulou perda de 2,16% durante fevereiro, beneficiando-se do movimento global de enfraquecimento do dólar diante das políticas comerciais implementadas pela administração Trump.
Nos Estados Unidos, os mercados também enfrentaram pressão vendedora após a divulgação do índice de preços ao produtor, indicador preferido do Federal Reserve para monitorar a inflação. O dado superou as expectativas, reduzindo o apetite por risco dos investidores globais no último pregão de fevereiro.
O temor sobre os impactos disruptivos da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou destaque após a fintech Block, fundada pelo bilionário Jack Dorsey, anunciar demissão em massa de 4 mil funcionários devido à implementação de ferramentas automatizadas.
Desempenho dos principais índices americanos
O Dow Jones recuou 1,05%, fechando em 48.977,92 pontos, com variação praticamente nula no mês. O S&P 500 registrou queda de 0,43%, encerrando em 6.878,88 pontos e acumulando perda de 0,89% em fevereiro. O Nasdaq-100 apresentou a maior correção, com recuo de 0,92% no dia e perda mensal de 3,47%, fechando em 22.668,21 pontos.
Destaques positivos do Ibovespa
No lado positivo do índice brasileiro, a Prio (PRIO3) liderou as altas com valorização de 4,11%, negociada a R$ 54,49 por ação. A Usiminas (USIM5) seguiu com ganhos de 2,32%, cotada a R$ 7,07. A MBRF (MBRF3) do setor frigorífico avançou 2,17%, fechando em R$ 20,68.
Outros destaques positivos incluíram a Braskem (BRKM5) com alta de 1,16% (R$ 9,59), a Telefônica Brasil (VIVT3) com ganhos de 0,84% (R$ 43,18) e o Bradesco (BBDC4) com valorização de 0,81% (R$ 21,15).
Principais quedas do índice
Além da Cosan e Caixa Seguridade, outras empresas registraram desempenho negativo significativo. A Vivara (VIVA3) recuou 3,71%, negociada a R$ 31,15. O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) cedeu 3,45%, cotado a R$ 3,08. As Lojas Renner (LREN3) tiveram queda de 2,93%, fechando em R$ 15,58, enquanto a Smartfit (SMFT3) recuou 2,88%, negociada a R$ 20,20.
Fonte: Investidor 10
Ibovespa fecha em queda de 1,16% com correção após recordes; Caixa Seguridade desaponta no 4T25
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fevereiro 27, 2026
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