BTG alerta: Dividendos da Petrobras podem ficar abaixo das expectativas no 4T25 devido a investimentos

A Petrobras (PETR4) registrou desempenho operacional positivo em 2025, superando suas metas de produção. No entanto, analistas do BTG Pactual alertam que os dividendos a serem anunciados junto com os resultados do quarto trimestre podem ficar abaixo das projeções do mercado.
Enquanto o consenso de mercado estima distribuição de US$ 1,7 bilhão em proventos, o BTG projeta um valor mais conservador de US$ 1,3 bilhão, representando um rendimento de aproximadamente 1,3% para o período.
Pressão sobre os dividendos
A cautela do banco se baseia na possível aceleração dos investimentos da estatal no final de 2025. A Petrobras realizou desembolsos significativos em dezembro, incluindo a aquisição de áreas dos campos de Mero e Atapu em leilão da União por R$ 6,97 bilhões, além de um acordo de R$ 1,54 bilhão com a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) para equalização do pré-sal de Jubarte.
Esses compromissos financeiros impactam diretamente o fluxo de caixa livre da empresa, que serve como base para o cálculo dos dividendos conforme a Política de Remuneração aos Acionistas da Petrobras. A política estabelece que 45% do fluxo de caixa livre (caixa operacional menos investimentos) deve ser distribuído aos acionistas quando a dívida bruta permanece abaixo do teto definido no plano estratégico.
Recomendações dos analistas
Diante desse cenário, o BTG mantém recomendação neutra para as ações da Petrobras, citando perspectiva financeira apertada, baixa visibilidade do cenário político e econômico, e projeções pouco animadoras para os dividendos. O banco projeta um Dividend Yield (DY) de 8% para a empresa em 2026, abaixo dos níveis históricos que chegaram a 20% em 2024 e atingiram picos próximos a 68% em 2022.
O Bradesco BBI também revisou sua posição, rebaixando a recomendação de compra para neutra. A instituição observa que, após valorização superior a 20% em 2026, o espaço para novos ganhos parece limitado. O BBI projeta DY de 6,5% para 2026, abaixo da média estimada para petroleiras americanas (7%) e empresas como Vale (8%), mas elevou o preço-alvo de R$ 40 para R$ 45, indicando potencial de alta de aproximadamente 20%.
Visão divergente do Goldman Sachs
Em contraste com as recomendações cautelosas, o Goldman Sachs mantém posição de compra para as ações da Petrobras. A tese do banco americano se apoia em quatro pilares principais: desempenho operacional sólido, governança resiliente, visão construtiva de longo prazo para a demanda global por petróleo e perspectiva de dividendos elevados.
O Goldman projeta Dividend Yield entre 9% e 10% para 2026 e 2027, considerando cenários de petróleo Brent negociado entre US$ 65 e US$ 67 por barril. Essa projeção contrasta significativamente com as estimativas mais conservadoras do BTG e Bradesco BBI.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operavam acima de R$ 37,50 nesta terça-feira (3), após fecharem cotadas a R$ 37,24 na segunda-feira (2), pressionadas por recuo nos preços do petróleo.
Fonte: Investidor 10
BTG alerta: Dividendos da Petrobras podem ficar abaixo das expectativas no 4T25 devido a investimentos
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fevereiro 03, 2026
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