Braskem (BRKM5) registra queda de 11% na B3 após especulações sobre inadimplência de R$ 3,6 bilhões junto ao Banco do Brasil

As ações da Braskem (BRKM5) registraram uma queda expressiva de mais de 11% na Bolsa de Valores brasileira nesta quinta-feira, 12 de dezembro, em meio a especulações do mercado sobre um possível caso de inadimplência bilionária envolvendo a petroquímica e o Banco do Brasil (BBAS3).
O episódio ganhou destaque após o Banco do Brasil, ao divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025, mencionar que sua taxa de inadimplência na carteira corporativa foi impactada por um "caso específico" na carteira de títulos e valores mobiliários de pessoas jurídicas.
Impacto nos indicadores do Banco do Brasil
O banco revelou que registrou um atraso de R$ 3,6 bilhões com mais de 90 dias de vencimento, o que elevou o indicador de atraso da carteira corporativa para 3,75%. Segundo a instituição financeira, sem esse efeito pontual, a taxa teria sido de 2,86%.
Durante a apresentação dos resultados, o vice-presidente de riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, afirmou que não poderia revelar o nome da empresa envolvida devido a questões de sigilo bancário, mas esclareceu que se tratava de um caso antigo, discutido ao longo de 2025, que voltou à situação de adimplência no início de 2026 após a cessão do crédito a um fundo.
Mercado associa caso à Braskem
O mercado financeiro rapidamente associou o caso à Braskem, principalmente devido ao histórico recente de reestruturação de dívidas da controladora da petroquímica, a Novonor. No ano anterior, a empresa havia negociado um acordo com bancos credores para reduzir seu endividamento.
Esse processo culminou em dezembro, quando a gestora IG4 Capital assumiu aproximadamente R$ 20 bilhões dessa dívida por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A transação, que tinha como garantia ações da Braskem, resultou na transferência do controle da petroquímica para a IG4 Capital.
A Petrobras (PETR4), como segunda maior acionista da Braskem, poderia ter exercido direito de preferência, mas optou por não assumir o controle da empresa, decisão comunicada no mesmo dia das especulações sobre a inadimplência.
Reação do mercado e negação oficial
As ações preferenciais classe A da Braskem (BRKM5) encerraram a sessão com queda de 11,27%, cotadas a R$ 9,61, interrompendo uma sequência de quatro pregões positivos que haviam sido impulsionados pela aprovação de um projeto de lei que amplia benefícios fiscais para o setor químico e petroquímico.
Após o fechamento do mercado, a Braskem emitiu um comunicado oficial negando qualquer envolvimento com o caso mencionado pelo Banco do Brasil. A empresa afirmou categoricamente que "não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil" e garantiu estar "adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025".
Fonte: Investidor 10
Braskem (BRKM5) registra queda de 11% na B3 após especulações sobre inadimplência de R$ 3,6 bilhões junto ao Banco do Brasil
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fevereiro 12, 2026
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