
As negociações para criação de uma nova empresa de saúde envolvendo ativos da Oncoclínicas (ONCO3) e aportes financeiros da Porto Seguro (PSSA3) e Fleury (FLRY3) foram oficialmente encerradas nesta segunda-feira (13). As companhias decidiram não renovar o período de exclusividade estabelecido no term sheet, colocando fim às tratativas que poderiam resultar em uma operação de reestruturação para a rede de oncologia.
Em comunicado ao mercado, a Oncoclínicas confirmou o término das negociações, afirmando que a empresa, a Porto e o Fleury decidiram não renovar o período de exclusividade. A Porto Seguro limitou-se a informar que a Oncoclínicas está agora liberada da exclusividade nas tratativas, sem detalhar os motivos que levaram ao impasse nas conversas.
Fleury mantém postura estratégica
A Fleury, por sua vez, emitiu nota afirmando que analisa constantemente as condições do mercado à luz de seus planos de investimentos, buscando manter-se permanentemente em condições de beneficiar-se de eventuais oportunidades compatíveis com seus objetivos estratégicos. A declaração sugere que a empresa mantém uma postura seletiva em relação a potenciais aquisições e parcerias no setor de saúde.
Oncoclínicas avalia alternativas de reestruturação
Com o fim das negociações com Porto e Fleury, a Oncoclínicas anunciou que continuará avaliando propostas de potenciais operações financeiras e societárias que possam endereçar sua situação econômico-financeira. A empresa destacou que existem propostas surgidas nas últimas semanas que não puderam ser exploradas devido à exclusividade então em vigor.
Entre as alternativas em análise está uma proposta do fundo americano Mak Capital, que detém 6,31% do capital da Oncoclínicas. O fundo ofereceu aportar R$ 500 milhões na empresa, mas condicionou o investimento à eleição de um novo Conselho de Administração. Esta proposta representa aproximadamente metade do valor que poderia ser aportado pela parceria Porto-Fleury, que chegava a R$ 1 bilhão.
Contexto de reestruturação financeira
A busca por alternativas de capitalização ocorre em um momento delicado para a Oncoclínicas, que recentemente solicitou proteção judicial contra credores. A empresa enfrenta desafios financeiros significativos e busca reestruturar suas operações para garantir sua continuidade no competitivo mercado de saúde especializada.
O setor de saúde brasileiro tem testemunhado uma onda de consolidação e reestruturações, com empresas buscando parcerias estratégicas para fortalecer suas posições de mercado. A não concretização do acordo com Porto e Fleury representa um revés nas tentativas de reestruturação da Oncoclínicas, que agora precisa explorar outras vias para resolver seus problemas financeiros.
Fonte: Investidor 10