Petrobras (PETR4) alerta para conflitos globais e reforma tributária como riscos aos resultados
Em documento enviado à SEC, a Petrobras (PETR4) afirmou que as tensões geopolíticas estão entre os principais riscos ao seu negócio no momento. A companhia destacou que os conflitos militares ampliam a incerteza no setor de petróleo e podem afetar diferentes frentes da operação.
O formulário 20-F foi apresentado como parte das obrigações da empresa para manter a listagem de seus papéis na bolsa norte-americana. Nesse mercado, a estatal oferece ADRs, que representam uma pequena parcela do capital social também negociado na bolsa brasileira.
“Não podemos prever a amplitude das tensões geopolíticas atuais e seu impacto sobre nossos negócios e sobre os preços do petróleo, dos derivados de petróleo, do gás natural e do GNL”, informou a companhia. Hoje, a Petrobras mantém operações em países como Argentina, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Países Baixos, São Tomé e Príncipe, Cingapura e África do Sul.
No mesmo documento, a empresa também mencionou o avanço do protecionismo econômico em diversos países, incluindo os Estados Unidos. Segundo a estatal, tarifas e barreiras comerciais afetam os fluxos globais, distorcem a cadeia de abastecimento e aumentam os custos operacionais de companhias estrangeiras, com impacto direto sobre a concorrência entre países.
A Petrobras ainda sinalizou possíveis efeitos contábeis nos próximos trimestres. A companhia ressaltou que a implementação da reforma tributária no Brasil depende de leis complementares e que a necessidade de adaptação dos processos em prazo curto pode prejudicar seus resultados e os de suas subsidiárias.
A reforma tributária entra em vigor neste ano, com a criação do CBS, que unifica tributos antes cobrados separadamente, além do Imposto Seletivo de 1% para produtos e serviços com impacto ambiental. A transição para o novo modelo, no entanto, seguirá até 2027, período em que as empresas terão de se adaptar ao novo sistema de cobrança.
Semana movimentada
A semana foi marcada por forte movimentação nos negócios da Petrobras. A companhia chegou a subir com força no início do período, mas encerrou a última sexta-feira (17) em queda de quase 5%, a R$ 46,20 por ação.
A baixa refletiu o alívio nas tensões no Oriente Médio, que derrubou o preço do petróleo no mercado internacional. Ainda assim, a empresa manteve o maior valor de mercado da B3, na casa dos R$ 631 bilhões.
Além disso, a estatal anunciou mudanças em seu conselho de administração, com a eleição de novos integrantes para o colegiado. Foram cinco novos conselheiros, além do presidente.
A companhia também confirmou o pagamento de outros R$ 8 bilhões em dividendos aos acionistas, com base nos resultados do ano passado. Com isso, o lucro obtido em 2025 abriu caminho para R$ 41,2 bilhões em proventos, entre dividendos e JCP.
Fonte: Investidor 10
Petrobras (PETR4) alerta para conflitos globais e reforma tributária como riscos aos resultados
Reviewed by Equipe Editorial
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abril 20, 2026
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