CSN Cimentos: Votorantim e J&F disputam aquisição da segunda maior cimenteira do Brasil em negociação que pode superar R$ 10 bilhões

CSN (CSNA3): Votorantim e J&F disputam a compra da maior cimenteira do Brasil - A venda da CSN Cimentos pode levantar mais de R$ 10 bilhões, enquanto a controladora mira R$ 18 bilhões em desinvestimentos.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avança com o processo de desinvestimento de sua divisão de cimentos, operação que movimenta o mercado brasileiro de construção civil e pode gerar receitas superiores a R$ 10 bilhões, conforme informações de fontes próximas às negociações.

O leque de potenciais compradores inclui tanto grupos nacionais quanto internacionais, com destaque para a Votorantim, líder do setor cimenteiro no país, e o conglomerado J&F, além de empresas chinesas como Anhui Conch Cement, Huaxin Cement e Sinoma International.

Estratégias de aquisição em análise



A Votorantim avalia diferentes abordagens para a possível aquisição da CSN Cimentos, segunda maior produtora do segmento no Brasil. As opções incluem uma oferta individual ou parceria estratégica com outro interessado, caso decida concretizar a transação.

Paralelamente, a J&F discute internamente uma proposta potencial de aproximadamente R$ 10 bilhões pela unidade, valor que reflete o posicionamento estratégico da empresa no mercado nacional de materiais de construção.

Processo de desinvestimento acelerado



A CSN contratou o Morgan Stanley para assessorar a venda do controle da CSN Cimentos, enquanto o Bradesco e o Citibank foram encarregados de conduzir o processo envolvendo a unidade de logística do grupo.

Marco Rabello, diretor financeiro da companhia, confirmou recentemente que a empresa pretende concluir ambas as operações até o terceiro trimestre, com potencial de levantar até R$ 18 bilhões em recursos que serão destinados à redução da dívida do conglomerado.

As empresas envolvidas nas negociações mantêm cautela quanto a comentários públicos sobre o processo. CSN, Votorantim e J&F não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto, enquanto as empresas chinesas não responderam aos pedidos de esclarecimento.

Fonte: Investidor 10
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