Ouro atinge patamar histórico com conflito no Irã: ETFs do metal registram valorização superior a 2%

Os preços do ouro iniciaram março de 2026 em patamares próximos aos máximos históricos, impulsionados por uma intensa busca por ativos defensivos diante do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O início do conflito armado no Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, desencadeou uma movimentação significativa de capital rumo ao metal precioso nesta segunda-feira (2).
No mercado físico, a commodity atingiu US$ 5.284,14 por onça-troy, aproximando-se do recorde histórico de US$ 5.594,82 registrado em 29 de janeiro. A valorização reflete o comportamento típico de investidores durante períodos de instabilidade geopolítica, quando ativos considerados refúgio tendem a apresentar desempenho positivo.
Desempenho dos ETFs de ouro
Os contratos futuros de ouro com vencimento em abril de 2026, negociados na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), encerraram o pregão cotados a US$ 5.311,60 por onça-troy, representando uma alta de 1,21%. Esses derivativos servem como referência para os principais fundos de investimento em ouro listados globalmente.
O iShares Gold Trust (IAU), maior ETF de ouro do mundo com patrimônio de US$ 83,82 bilhões, registrou valorização de 1,32%, alcançando US$ 100,38 por cota. Ao longo de 2026, o fundo acumula apreciação de 23,67%, tendo atingido pico de US$ 105,30 por unidade.
No mercado brasileiro, o Trend ETF LBMA Ouro (GOLD11), que replica os preços do metal no mercado físico, apresentou desempenho ainda mais expressivo, com alta de 2,24% para R$ 28,74 por cota. No ano, o ETF acumula valorização de 14,65%, demonstrando o apetite dos investidores locais por proteção contra a volatilidade geopolítica.
Impacto nas empresas do setor
A escalada do conflito no Irã também refletiu positivamente nas ações de empresas ligadas à mineração de ouro. A Aura Minerals (AURA33), mineradora canadense com operações significativas na América Latina, especialmente no Brasil, viu suas cotas se valorizarem 3,74%, fechando em R$ 151,10 cada.
Analistas destacam que períodos de tensão internacional tradicionalmente beneficiam ativos defensivos como ouro e dólar americano, com investidores buscando proteção contra potenciais desvalorizações de moedas e ativos de risco. A situação atual no Oriente Médio segue esse padrão histórico, com o metal dourado consolidando seu papel como reserva de valor em cenários de incerteza.
Fonte: Investidor 10
Ouro atinge patamar histórico com conflito no Irã: ETFs do metal registram valorização superior a 2%
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março 02, 2026
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