Nubank (ROXO34) conquista filiação na Febraban com apoio do Itaú e fortalece busca por licença bancária

O Nubank (ROXO34) anunciou nesta segunda-feira (16) sua adesão à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em um movimento estratégico que representa uma significativa mudança no relacionamento entre a fintech e as instituições financeiras tradicionais. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho da entidade, seguindo recomendação favorável de Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco (ITUB4) e conselheiro diretor da Febraban.
A iniciativa ocorre em um momento crucial para o Nubank, que mantém um pedido de licença bancária em análise no Banco Central. A filiação à principal associação do setor bancário brasileiro é vista como um passo importante no processo de consolidação regulatória da empresa.
Estratégia regulatória e institucional
Segundo comunicado oficial, a entrada na Febraban integra o plano em curso para obtenção da autorização bancária junto ao Banco Central. A empresa informou que continuará participando ativamente de outras entidades setoriais, como Zetta, ABBC e ANBIMA, contribuindo para agendas de competitividade, inovação e sustentabilidade do sistema financeiro nacional.
Isaac Sidney, CEO da Febraban, destacou que a iniciativa do Nubank "demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria". A federação avaliou que a decisão está alinhada com seu compromisso permanente com a pluralidade de visões no setor financeiro brasileiro.
Superando históricos de tensão
A filiação chama atenção pelo histórico de atritos entre as partes. Em dezembro do ano passado, Nubank e Febraban trocaram críticas públicas em uma disputa sobre quem pagava mais impostos no sistema financeiro brasileiro. Anteriormente, em 2021, o Nubank foi um dos fundadores da Zetta, associação criada para representar os interesses das fintechs em debates regulatórios e que funcionava como contraponto à Febraban.
Naquele período, após a Zetta questionar as tarifas dos grandes bancos, a Febraban rebateu afirmando que o Nubank cobrava juros mais altos no rotativo do cartão de crédito do que a média das instituições tradicionais. Em resposta, a fintech acusou a federação de desviar o debate sobre tarifas bancárias. Em outro momento de embate, a Febraban chegou a publicar críticas sobre as práticas comerciais do Nubank.
Nova fase de relacionamento
A adesão à Febraban pode sinalizar um apaziguamento dessa rivalidade histórica, aproximando fintechs e bancos tradicionais em um ambiente regulatório cada vez mais integrado. O movimento representa uma maturação institucional do Nubank, que busca consolidar sua posição como player relevante no sistema financeiro brasileiro, superando antigas divisões setoriais.
A decisão também reflete mudanças no cenário regulatório e competitivo, onde colaboração e diálogo institucional ganham importância estratégica para todos os participantes do mercado financeiro. O apoio explícito do Itaú, maior banco privado do país, reforça a legitimidade do Nubank dentro do ecossistema bancário tradicional.
Fonte: Investidor 10
Nubank (ROXO34) conquista filiação na Febraban com apoio do Itaú e fortalece busca por licença bancária
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março 16, 2026
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