Minha Casa Minha Vida: FGTS amplia limites de renda e financiamento para até R$ 13 mil e R$ 600 mil

O programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) passou por uma significativa expansão em seus critérios de elegibilidade nesta terça-feira (24), com o Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovando aumentos nos limites de renda familiar e nos tetos de financiamento.
As mudanças representam um importante alívio para famílias de baixa renda, que passarão a pagar juros mais baixos, e ampliam o acesso da classe média ao programa de habitação popular. A medida também pode impulsionar o setor da construção civil, beneficiando empresas que atuam no segmento de habitação econômica.
Com as novas regras, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil poderão participar do programa, enquanto imóveis de até R$ 600 mil poderão ser financiados através do MCMV. As alterações devem impactar positivamente cerca de 95,7 mil famílias, segundo estimativas governamentais.
Ampliação dos limites de renda familiar
O Conselho Curador do FGTS elevou os tetos de renda de todas as quatro faixas do Minha Casa Minha Vida, permitindo que mais famílias se qualifiquem para o programa ou migrem para faixas com condições mais vantajosas.
A faixa 1, voltada para famílias de menor renda, teve seu limite aumentado de R$ 2.850 para R$ 3.200 mensais. Essas famílias passam a contar com uma taxa de juros máxima de 4,50% ao ano, uma das mais baixas do mercado habitacional.
Para a faixa 2, o teto subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto a faixa 3 passou de R$ 8.600 para R$ 9.600 mensais. A faixa 4, direcionada à classe média, teve seu limite elevado de R$ 12.000 para R$ 13.000.
Segundo o Ministério das Cidades, as mudanças permitirão que aproximadamente 8,2 mil novas famílias ingressem no programa, enquanto outras 87,5 mil famílias passarão a pagar juros menores em seus financiamentos habitacionais.
Aumento dos tetos de financiamento
Além da ampliação dos limites de renda, o Conselho Curador também elevou os valores máximos de financiamento para as duas faixas superiores do programa.
O teto de financiamento da faixa 3 subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto o da faixa 4 passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Para as faixas 1 e 2, os limites permanecem entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, valores que já haviam sido reajustados em janeiro.
A medida permite que novos empreendimentos sejam enquadrados no programa, ampliando as opções disponíveis para as famílias beneficiárias e estimulando a oferta de imóveis no mercado habitacional.
Nova tabela do Minha Casa Minha Vida
Com as alterações aprovadas, a estrutura do programa passa a contar com os seguintes parâmetros:
• Faixa 1: Renda familiar até R$ 3.200, teto de financiamento entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, taxa de juros de 4,50%
• Faixa 2: Renda familiar até R$ 5.000, teto de financiamento entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, taxa de juros de 6,50%
• Faixa 3: Renda familiar até R$ 9.600, teto de financiamento de R$ 400 mil, taxa de juros de 7,66%
• Faixa 4: Renda familiar até R$ 13.000, teto de financiamento de R$ 600 mil, taxa de juros de 10,50%
Impacto nas empresas do setor imobiliário
A expansão dos limites do Minha Casa Minha Vida deve beneficiar significativamente as construtoras que atuam no segmento de habitação econômica, especialmente aquelas focadas nas faixas mais elevadas do programa.
Análises do mercado financeiro indicam que empresas como Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), que operam predominantemente nas faixas 3 e 4 do programa, devem ser as principais beneficiadas pelas mudanças.
Outras empresas do setor, incluindo Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3), também podem experimentar ganhos significativos. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, combinada com as novas regras do MCMV, pode aumentar a capacidade de crédito das famílias atendidas por essas construtoras, que normalmente operam na faixa 2 do programa.
O Minha Casa Minha Vida já demonstrou seu potencial de impulsionar as vendas do setor imobiliário em 2025, quando contribuiu para resultados recordes de diversas empresas. A Cury, por exemplo, registrou lucro recorde de R$ 270 milhões no quarto trimestre, enquanto a MRV saiu do prejuízo e obteve lucro de R$ 41,4 milhões no mesmo período, com contribuição significativa das vendas vinculadas ao programa habitacional.
Fonte: Investidor 10
Minha Casa Minha Vida: FGTS amplia limites de renda e financiamento para até R$ 13 mil e R$ 600 mil
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março 24, 2026
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