Inflação de fevereiro atinge 0,70% com forte pressão de educação e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,70% em fevereiro de 2026, superando as projeções do mercado financeiro que apontavam para 0,65%. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (12) revelam que a inflação acumulada nos últimos doze meses alcançou 3,81%, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, cujo teto é de 4,5% ao ano.
Educação lidera pressão inflacionária
O grupo Educação foi o principal responsável pelo resultado inflacionário do mês, respondendo por 44% do índice geral. Com reajustes anuais em mensalidades escolares e universitárias, o segmento apresentou alta de 5,21% em fevereiro, superando o resultado de 4,70% registrado no mesmo período do ano anterior. Este movimento sazonal impactou significativamente o orçamento das famílias brasileiras no início do ano letivo.
Transportes também pressionam preços
O setor de Transportes contribuiu substancialmente para a inflação, com destaque para as passagens aéreas que registraram aumento de até 11,4% no período de 28 dias. Reajustes no transporte urbano em diversas cidades brasileiras e ajustes nos seguros de veículos completaram o cenário de pressão sobre os custos de mobilidade da população.
Alimentos apresentam comportamento moderado
Em contraste com os demais grupos, Alimentação e Bebidas apresentou variação mais moderada de 0,26%. O açaí liderou as altas com aumento de 25%, seguido pelo feijão carioca (11,7%) e ovos de galinha (4,5%). Analistas destacam que produtos como o arroz acumulam queda de 27,86% nos últimos doze meses, reflexo da boa oferta do cereal no mercado nacional.
Desempenho regional diferenciado
Fortaleza registrou a maior inflação entre as capitais brasileiras, com alta de 0,98% no mês. São Paulo seguiu com 0,97%, enquanto o Rio de Janeiro apresentou variação de 0,74%. Na outra extremidade, Rio Branco praticamente manteve a estabilidade de preços, com variação de apenas 0,07%.
Fernando Gonçalves, analista do IBGE, destacou que o cenário atual difere do observado em fevereiro de 2025, quando o grupo Habitação, especialmente a energia elétrica, exerceu forte pressão inflacionária devido ao fim do Bônus de Itaipu. A ausência desse fator em 2026 permitiu um comportamento distinto dos índices.
Fonte: Investidor 10
Inflação de fevereiro atinge 0,70% com forte pressão de educação e transportes
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março 12, 2026
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