Cosan (CSAN3) nega venda imediata da Rumo (RAIL3) e defende estratégia de desinvestimento criteriosa

A holding Cosan (CSAN3) mantém sua estratégia de redução de alavancagem através da venda de ativos, mas rejeita qualquer transação que não ofereça valor adequado aos acionistas. Em apresentação de resultados, o CEO Marcelo Martins descartou especulações sobre uma venda imediata da participação na Rumo (RAIL3), enfatizando que a empresa não está engajada em negociações para alienar sua fatia na operadora logística.
Martins esclareceu que a Cosan avalia oportunidades de desinvestimento em todos os seus ativos - incluindo Rumo, Compass, Moove, Radar e Raízen (RAIZ4) - mas somente executará transações quando as condições de mercado forem favoráveis e os valores oferecidos forem compatíveis com o potencial das empresas. "Entregar ativos a um valor que não faz sentido não é o nosso objetivo", afirmou o executivo durante call com analistas.
Estratégia de redução de dívida
A holding não estabeleceu prazo específico para zerar seu endividamento, preferindo aguardar o momento oportuno para realizar desinvestimentos de forma eficiente. A estratégia prioriza a melhoria da estrutura de capital sem pressa excessiva, com foco na criação de valor a longo prazo.O próximo passo nesse processo pode ser a oferta pública inicial (IPO) da Compass Gás e Energia, que representaria uma movimentação significativa no portfólio da Cosan. A empresa recebeu recentemente capitalização de R$ 10 bilhões do BTG Pactual (BPAC11), Perfin e do fundador Rubens Ometto, o que já contribuiu para redução expressiva da dívida.
Resultados financeiros do quarto trimestre
As declarações ocorreram durante a apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que mostraram evolução positiva nos indicadores financeiros. A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões no período, representando queda de 38% em comparação com o mesmo trimestre de 2024.A dívida líquida expandida recuou significativamente, passando de R$ 23,4 bilhões para R$ 9,7 bilhões ao longo do exercício de 2025. Essa melhoria reflete tanto a capitalização recebida quanto os esforços de gestão financeira da holding.
Situação da Raízen e reestruturação
O CEO também abordou as negociações em curso para reestruturação da Raízen, subsidiária que enfrenta desafios financeiros. Martins confirmou que a Cosan não participará da capitalização da empresa, mantendo o foco na melhoria de sua própria estrutura de capital conforme acordo com investidores.A Raízen anunciou recentemente proposta que prevê aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões do Grupo Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto. Contudo, segundo avaliação da Cosan, esse montante não será suficiente para resolver completamente os problemas financeiros da empresa.
A holding defende a separação dos negócios de distribuição de combustíveis e das operações de açúcar e etanol, considerando que essas atividades apresentam fluxos de caixa distintos. Embora não imponha essa condição - já que não está injetando recursos - a Cosan espera que Shell e credores cheguem a acordo satisfatório que resolva definitivamente a situação da Raízen.
Fonte: Investidor 10
Cosan (CSAN3) nega venda imediata da Rumo (RAIL3) e defende estratégia de desinvestimento criteriosa
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março 10, 2026
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