Brasil perde posição no ranking global: economia cai para 11º lugar em 2025, ultrapassada pela Rússia

A economia brasileira sofreu um revés significativo no cenário internacional, deixando o seleto grupo das dez maiores economias globais em 2025. Dados compilados pela Austin Rating com base em informações do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelam que o país caiu da décima para a décima primeira posição no ranking mundial, sendo ultrapassado pela Rússia.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 2,3% no ano passado, alcançando US$ 2,27 trilhões. Embora represente o quinto ano consecutivo de expansão econômica, este resultado demonstra uma clara desaceleração em relação aos anos anteriores e ficou abaixo da média global de 2,8%.
Fatores determinantes para a queda
A mudança de posição no ranking global não decorre apenas do desempenho modesto da economia brasileira, mas principalmente da forte valorização do rublo russo frente ao dólar norte-americano. Enquanto a moeda russa apreciou mais de 40% em 2025, o real brasileiro registrou valorização de aproximadamente 11%.
"O rublo russo se valorizou substancialmente no ano passado, garantindo que, em termos nominais, o PIB da Rússia conseguisse crescer mais e ultrapassasse o PIB do Brasil", explicou Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating. Segundo o especialista, essa diferença cambial foi mais determinante para a alteração no ranking do que propriamente a perda de ritmo da economia brasileira.
Ranking das maiores economias globais
Esta é a primeira vez que o Brasil fica fora do grupo das dez maiores economias durante o atual governo. O país havia retornado à nona posição em 2023, foi ultrapassado pelo Canadá em 2024 e agora pela Rússia, consolidando a décima primeira colocação.
O ranking das quinze maiores economias do mundo apresenta a seguinte configuração:
1. Estados Unidos: US$ 30,615 trilhões
2. China: US$ 19,457 trilhões
3. Alemanha: US$ 5,016 trilhões
4. Japão: US$ 4,223 trilhões
5. Índia: US$ 4,116 trilhões
6. Reino Unido: US$ 3,945 trilhões
7. França: US$ 3,363 trilhões
8. Itália: US$ 2,545 trilhões
9. Rússia: US$ 2,541 trilhões
10. Canadá: US$ 2,277 trilhões
11. Brasil: US$ 2,268 trilhões
12. Espanha: US$ 1,892 trilhões
13. México: US$ 1,880 trilhões
14. Austrália: US$ 1,838 trilhões
15. Coreia do Sul: US$ 1,836 trilhões
Composição preocupante do crescimento brasileiro
A análise do desempenho econômico brasileiro revela preocupações quanto à composição do crescimento. O resultado de 2025 foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, enquanto indústria e serviços apresentaram desaceleração significativa, pressionados pelos juros elevados e pela base de comparação alta.
Apesar da desaceleração, o crescimento brasileiro ainda superou a média dos países da Zona do Euro (1,5%) e do G7 (1,0%). No entanto, ficou abaixo do desempenho dos países do BRICS, que registraram expansão média de 5%.
Perspectivas para 2026
A Austin Rating projeta crescimento de 1,7% para a economia brasileira em 2026, mantendo o país na décima primeira posição do ranking global. Esta estimativa é mais conservadora que as projeções do mercado (1,82%) e do governo federal (2,3%), porém menos pessimista que a previsão do Banco Central (1,6%).
As premissas para esta projeção incluem:
• Crescimento mais modesto da agropecuária após as safras recordes de 2025
• Possível redução dos gastos governamentais devido à meta fiscal que prevê retorno ao superávit primário
• Recuperação gradual da indústria e serviços, impulsionada pela possível queda dos juros e aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda
A trajetória da economia brasileira nos próximos meses será crucial para determinar se o país conseguirá retomar posições no ranking global ou se consolidará fora do grupo das dez maiores economias mundiais.
Fonte: Investidor 10
Brasil perde posição no ranking global: economia cai para 11º lugar em 2025, ultrapassada pela Rússia
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março 03, 2026
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