FGCoop: Entenda o fundo garantidor que protege investidores de cooperativas de crédito

Em meio às recentes liquidações de instituições financeiras pelo Banco Central, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ganhou destaque nos noticiários. Enquanto investidores aguardam ressarcimentos de bancos como Master e Will Bank, cresce também a procura por informações sobre o FGCoop, considerado uma espécie de "irmão" do FGC tradicional.
O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito desempenha função semelhante à sua contraparte bancária, porém com foco específico na proteção de correntistas e investidores vinculados a cooperativas de crédito. Criado em 2013, a instituição sem fins lucrativos tem abrangência nacional e busca oferecer aos cooperados o mesmo nível de segurança disponível para clientes de bancos comerciais.
Produtos com cobertura do FGCoop
O FGCoop segue premissas similares ao FGC tradicional, estendendo sua proteção a diversas categorias de produtos financeiros. Além dos saldos em conta-corrente e poupança, o fundo garante:
- RDC (Recibo de Depósito Bancário)
- Letras de câmbio (LC)
- Letras Hipotecárias (LH)
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
- RDC (Recibo de Crédito Cooperativo), equivalente ao CDB bancário
Esta última categoria, em particular, costuma ser a mais afetada em situações de liquidação de instituições financeiras.
Limites e condições de cobertura
O teto de garantia estabelecido pelo FGCoop mantém-se em R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para cada instituição financeira associada. Uma diferença significativa em relação ao FGC tradicional é a ausência de limite temporal específico para essa cobertura.
O processo de ressarcimento segue protocolos similares: os pagamentos são liberados após intervenção ou liquidação da cooperativa de crédito, com prazo inicial de até sete dias a partir da decisão dos órgãos reguladores.
Instituições associadas e estrutura financeira
Entre as principais cooperativas protegidas pelo FGCoop destacam-se Sicoob, Sicredi, Transamazônica, Unicred, Viacredi, Cresol e Credisis. Todas seguem as normativas da instituição e realizam repasses mensais para constituir o patrimônio do fundo.
Segundo o último balanço divulgado, o FGCoop apresentava liquidez de R$ 5,45 bilhões, valor destinado a cobrir eventuais prejuízos dos mais de 20 milhões de clientes das cooperativas associadas.
"O FGCoop foi criado para proteger pessoas que confiam suas economias às cooperativas de crédito e aos bancos cooperativos associados ao Fundo", explica nota institucional. "Proteger os depositantes não significa somente garantir o reembolso dos seus depósitos, mas também contribuir para que as cooperativas de crédito e os bancos cooperativos mantenham-se íntegros, em plena saúde financeira."
O presidente do Conselho de Administração do FGCoop, Luiz Antonio Ferreira de Araujo, reforça que "esses movimentos reafirmam o compromisso do FGCoop em proteger os cooperados e promover a sustentabilidade do setor cooperativista financeiro". A aprovação dos diretores da entidade está sujeita à avaliação do Banco Central, assegurando supervisão regulatória adequada.
Fonte: Investidor 10
FGCoop: Entenda o fundo garantidor que protege investidores de cooperativas de crédito
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fevereiro 02, 2026
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