Ibovespa fecha em queda de 0,28% abaixo dos 180 mil pontos sob pressão de indefinição da Selic e decisão do Fed

Bolsa reflete decisão de juros nos EUA e espera por novo patamar de juros no Brasil.

O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão desta quarta-feira (18) em território negativo, refletindo a incerteza do mercado financeiro diante da indefinição sobre o próximo movimento da taxa básica de juros no país. O Ibovespa registrou queda de 0,28%, fechando em 179,9 mil pontos, abaixo da importante barreira psicológica dos 180 mil pontos.

O desempenho ocorre em meio à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. O mercado financeiro permanece dividido entre analistas que projetam manutenção da taxa e aqueles que antecipam um possível corte, criando um cenário de volatilidade para os investidores.

Destaques do pregão brasileiro



O setor de energia apresentou os maiores ganhos do dia, com destaque para a Eneva (ENEV3), que registrou valorização de quase 15%, alcançando R$ 24,30 por ação. O desempenho positivo reflete a vitória da companhia no leilão de reserva de capacidade realizado pelo governo federal na véspera.

A CPFL Energia (CPLE3) também teve desempenho expressivo, com alta de aproximadamente 6%, fechando em R$ 15,30. Na sequência, a Prio (PRIO3) avançou mais de 5%, superando a marca de R$ 66 por ação.

No lado oposto, a Raízen (RAIZ4) liderou as maiores perdas do pregão, com queda de 9,8%, aproximando-se da barreira de R$ 0,50. O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) também teve desempenho negativo significativo, registrando recuo de 6,6%.

Os demais indicadores da B3 acompanharam a tendência de baixa: o IFIX (índice de fundos imobiliários) caiu 0,2%; o Brasil 100 (IBRX) recuou 0,4%; e o índice Industrial (INDX) apresentou queda de 0,86%.

Mercado cambial sob pressão externa



O câmbio também apresentou movimentos desfavoráveis para o Brasil durante a sessão. O dólar americano valorizou-se 0,9% frente ao real, fechando o dia em R$ 5,24.

A pressão cambial ocorre após o Federal Reserve (Fed) anunciar a manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75%, conforme amplamente esperado pelo mercado financeiro internacional.

O euro também registrou alta de 0,3% frente ao real, encerrando o dia em R$ 6,01. Entre as moedas da região, o peso argentino valorizou-se 1,2% em relação à divisa brasileira.

Desempenho das bolsas internacionais



Os mercados internacionais também fecharam em território negativo, com as bolsas norte-americanas liderando as perdas. A decisão do Fed pressionou os principais índices dos Estados Unidos, que registraram quedas superiores a 1,3%.

O Nasdaq, índice composto principalmente por ações de tecnologia, fechou em 22,5 mil pontos, com queda de 1,46% em relação ao pregão anterior. A NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) apresentou desempenho similar, recuando de 22,3 mil para 21,9 mil pontos.

Na Europa, o FTSE 100, que acompanha as 100 maiores empresas listadas em Londres, encerrou com queda de quase 1%. A Euronext, principal bolsa da zona do euro, registrou recuo de 0,4%, segundo dados das bolsas locais.

Fonte: Investidor 10
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