
O Itaú Unibanco (ITUB4) emitiu esclarecimento oficial nesta quarta-feira (15) confirmando que suas subsidiárias firmaram compromisso para adquirir determinados ativos do Banco de Brasília - BRB (BSLI4), mediante o cumprimento de condições específicas estabelecidas no acordo.
A instituição financeira, no entanto, classificou os valores envolvidos na transação como imateriais segundo seus critérios internos de relevância, justificando assim a não divulgação prévia como fato relevante perante o mercado.
Questionamento da CVM e contexto do mercado
O posicionamento do Itaú ocorreu em resposta a questionamento formal da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), motivado por reportagem do Correio Braziliense que abordava avaliação do BTG Pactual (BPAC11) para aquisição de ativos do BRB.
Durante evento recente, André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, revelou que o banco avalia ativos do BRB para possível aquisição, com exceção daqueles originados no Banco Master, e mencionou que outras grandes instituições financeiras também negociam com o banco brasiliense.
Segundo declarações de Esteves, tanto o Bradesco (BBDC4) quanto o Itaú já teriam negociado com o BRB aproximadamente R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos a estados e municípios com aval da União. O banqueiro reiterou que o BTG não tem interesse em adquirir o BRB integralmente.
Quadra Capital negocia ativos do Banco Master
Paralelamente às negociações envolvendo o BRB, a gestora de ativos independente Quadra Capital está próxima de concluir aquisição de R$ 15 bilhões em ativos originados no Banco Master, segundo informações de três fontes familiarizadas com o processo que preferiram manter anonimato.
O acordo ainda depende de aprovação ou ausência de objeções por parte do Banco Central do Brasil, conforme as mesmas fontes. A transação representa movimento significativo no mercado de ativos financeiros e demonstra o interesse de diferentes players por carteiras específicas do setor bancário.
Fonte: Investidor 10